Quando você vai trabalhar, sua esposa fica cuidando dos afazeres domésticos... Até aí, natural! De repente, a campainha toca. Ela atende, e vê uma viatura policial. Um soldado desce e vai ao seu encontro. Ele está fardado e ela vê toda aquela parafernalha em seu corpo. Pistola, algemas, gaz pimenta, etc... etc... etc... Fica estarrecida! O rádio da viatura começa a falar. Isso atrai os vizinhos, curiosos para ver aquele acontecimento. Antes que o policial possa dizer alguma coisa, a pobre mulher, apavorada, pensa: - “Meu deus... Será que mataram meu marido?!... Será que meu filho foi sequestrado?! ... Será que minha filha foi atropelada?!...
Foi aí que o policial falou: - Calma, minha senhora! Estou aqui apenas para solicitar à senhora, que tire aquele monte de areia ao lado do seu portão. A mulher foi se acalmando aos poucos, ajudado por um copo d´agua, oferecido pelo vizinho. Para se justificar ela diz: - “é... É que meu marido vai fazer alguns reparos no quintal neste final de semana!” “Ufa!... Pensa ela. Se ele me pedisse, eu colocaria de bom grado este monte de areia pra dentro com minhas próprias mãos, pois o que mais importa é saber que todos da minha família estão bem!
Agora, pergunto: - E os fiscais da prefeitura?!... Onde estão? Não é atribuição deles? Tento entender aquela situação! A prefeitura usar uma viatura policial para avisar o contribuinte que tire um pequeno monte de areia de sua calçada. É o fim do mundo!
Deve-se ressaltar que aquele policial, mais o outro que estava no volante, praticava no momento a “tal da atividade delegada!”. Volto a lembrar: - essa não era atribuição dos fiscais da prefeitura? Os fiscais, em certa ocasião, alegaram não gostar de executar este e outros serviços, como mato alto em terrenos, dizendo que podiam ser agredidos pelos seus proprietários! Ora bolas!... Digo eu. “Quem não tem competência, que não se estebeleça!”. Se forem ameaçados, que chamem a polícia!
Aí, sim, esta vem até o local e executam o seu poder de polícia, que é atender uma desinteligência, tentativa de agressão... Ou até mesmo agressão, se consumada. O fiscal, que procure outro emprego, pois não é apto para este! É um medroso!
E que estes fiscais (nem todos) não me venham choramingar aqui, pois este excelente jornal fez uma ótima reportagem a respeito disso em época passada, quando se discutia o implante da atividade delegada ou não. Foi nesse tempo que alguns fiscais disseram se achar desprotegidos para executarem tal serviço. Escrevi algo a respeito na ocasião.
Devo terminar aqui minha explanação dizendo que o policial não deveria se submeter ao ridículo de ficar levando recados para donas de casa (nada contra elas), para tirarem entulhos de sua calçada. “É extremamente ridícula tal situação.”