| Kai Pfaffenbach/Reuters |
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| Delegação do Quênia em cerimônia de abertura |
A delegação do Quênia mandou de volta para casa um treinador de atletismo que estava com a equipe do país nos Jogos do Rio, informaram autoridades olímpicas nesse domingo (7), após acusações de que ele pediu dinheiro para informar a jornalistas disfarçados de representantes de atletas quando exames antidoping seriam realizados.
Michael Rotich nega as acusações publicadas pelo jornal Sunday Times. A agência antidoping do Quênia disse que analisará as alegações, enquanto o ministro do Esporte do Quênia questionou os motivos pelos quais acusações feitas a partir de uma gravação realizada mais cedo neste ano são divulgadas apenas após o início da Olimpíada.
"O comitê olímpico nacional (do Quênia) pediu a ele que fosse embora, pois sua presença estava distraindo a equipe", disse o porta-voz do Comitê Olímpico Internacional Mark Adams.
"Essas são acusações muito graves. Vamos esperar para ver as evidências de más práticas... se ele podia entregar o que ele disse que poderia entregar."
A reportagem do Sunday Times afirma que Rotich foi filmado por jornalistas disfarçados há alguns meses, pedindo dinheiro em troca de alertá-los com antecedência sobre a realização de exames antidoping.
A reputação do Quênia foi manchada por mais de 40 casos de doping nos últimos quatro anos e, em dado momento, a participação do país africano na Rio 2016 parecia estar prejudicada.
(Reportagem adicional de Drazen Jorgic)
