Tribuna do Leitor

Para que serve o Samu?

Antônio Ramos Júnior
| Tempo de leitura: 1 min

Estou muito indignado sobre como é cuidada a saúde pública, em especial na nossa cidade de Bauru, que acabou de completar 120 anos. Tenho 49 anos de idade, sou hipertenso e no dia 06/08 (sábado), ao me levantar, por volta das 7h da manhã, tive um mal súbito, fortes dores na cabeça e tudo girava ao meu redor, tentei deitar novamente, não consegui, com muito esforço sentei na cama e chamei minha mãe, que de pronto atendeu.

Tudo girava, não conseguia fixar meus olhos, começou a dar ânsias de vômitos e sudorese. Ao ver a gravidade de meu estado, minha mãe ligou para a emergência (192) Samu às 7h30 da manhã, foi atendida, a pessoa que a atendeu pegou minha idade, nome e endereço e passou para o médico falar com minha mãe. O médico disse que de imediato o socorro viria. O que fazer, esperar! Porém, o meu estado geral se agravou, a situação foi se complicando.

Minha mãe, num intervalo de 30 minutos, ligou 4 vezes para o Samu, a resposta era sempre a mesma: já iriam atender. Cansada de esperar, minha mãe ligou para uma prima minha, que de pronto socorreu-me.

Fui levado à Beneficência Portuguesa, onde fiquei internado para fazer exames e medicado, pois foi considerado um caso de emergência. Aí pergunto às autoridades de saúde e aos políticos de Bauru: o que é considerado um estado de emergência para ser atendido pelo Samu, será que deveria vir a óbito para este serviço funcionar?

Espero que não! Após todo o procedimento médico, estou melhor e irei procurar um médico especialista da área, pois ainda estou esperando o socorro de emergência do Samu me socorrer. Que Deus nos ajude.

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