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O esporte bauruense está bem representado nas Olimpíadas do Rio de Janeiro. Atletas e treinadores da cidade vão brigar por medalhas em várias modalidades e detalham ao Jornal da Cidade suas expectativas, emoção de competir em casa e a influência do apoio da torcida brasileira.
Antônio Carlos Barbosa, técnico da seleção brasileira feminina de basquete, que vai para sua terceira participação em Olimpíadas. Antes comandou o Brasil em Sydney-2000 e Atenas-2004
Fator casa - “É uma responsabilidade maior. Ao mesmo tempo que você vai ter incentivo, a presença da torcida e de mídia, a responsabilidade, aumentam. Temos que capitalizar de maneira positiva”
Expectativa – “Peguei o time no final do ciclo olímpico, mas acredito que é uma geração boa e que possamos fazer uma boa campanha. Escolhi as jogadoras que achei que estavam melhor no período entre Olimpíadas, jogadoras que já tinham uma história de seleção brasileira. Tirando os Estados Unidos, que estão um nível acima, existe um grupo de seleções muito iguais, com distorções que vão depender do dia, do momento, dentro da competição.
Mário Sabino, assistente técnico da seleção brasileira de judô, que disputa sua quarta edição dos Jogos (foi judoca olímpico em Sydney-2000 e Atenas-2004 e auxiliar técnico em Londres-2012)
Fator casa – “É uma pressão maior, por estar em casa e ter que fazer o resultado. O judô tem uma história nas Olimpíadas e conquistamos medalha desde 1984. Mas tem o lado bom de ter o calor da torcida, a presença de familiares. O fator casa vai ajudar muito. Não existe adversidade de fuso horário, alimentação, o clima é de casa, a comida é de casa”
Expectativa – “O Brasil tem 14 atletas com chances de brigar por medalha, todas as categorias. Todos os judocas no masculino e feminino chegam com plenas condições de conseguir uma medalha. O destaque é o conjunto da equipe brasileira. O importante é que todos estejam tranquilos, com a cabeça boa, preparados fisicamente e tecnicamente no dia das lutas”
Luiza Carvalho, centro da seleção brasileira de polo aquático, que faz sua estreia em Olimpíadas
Fator casa – “Disputar as Olimpíadas no Brasil é literalmente a realização de um sonho. A torcida vai ser o diferencial. Todos falam isso, mas é realmente um jogador a mais, um gás extra”
Expectativa – “Estamos tendo oportunidade de não só participar, mas de brigar. O que a gente quer é ganhar alguns jogos, vamos dar nosso máximo. E ganhar na hora certa para, quem sabe, chegar a uma semifinal. É fazer bons jogos e ir para a medalha”
Rudá Franco, atacante da seleção brasileira de polo aquático; disputa suas primeiras Olimpíadas
Fator casa – “É uma motivação a mais para a gente. Treinamos há três anos para as Olimpíadas, mas os outros times têm um nível mais alto do que o nosso. E a torcida vai ajudar a igualar isso”
Expectativa – “Dá para sonhar com uma medalha. A estreia contra a Austrália é um jogo-chave (Brasil ganhou na estreia dos australianos). Se ganharmos e fizermos o dever de casa contra o Japão (outra vitória), temos que tentar dar um tiro certeiro nas quartas de final. Passando para as quartas final, temos chance de chegar mais à frente”
Demétrius Ferracciú, auxiliar técnico da seleção brasileira masculina de basquete, participa de sua segunda Olimpíada (foi a Londres-2012)
Fator casa – “Será uma oportunidade maravilhosa de jogar com a nossa torcida, algo que dificilmente vai acontecer novamente”
Expectativa – “Temos que aproveitar ao máximo este fator casa e saber que a torcida pode nos ajudar muito a conquistar nosso objetivo, que é uma medalha”
Alex Garcia, ala da seleção brasileira de basquete, que joga seus segundos Jogos Olímpicos (atuou em Londres-2012)
Fator casa – “É uma emoção muito grande jogar em casa com a torcida ao nosso lado. É um privilégio estar nas Olimpíadas no Rio”
Expectativa – “Nossa seleção pode chegar a uma medalha. Temos um time competitivo, experiente e muito motivado para jogar. Se vamos ganhar uma medalha, vai depender do que a gente fizer dentro de quadra”
Rafael Hettsheimeir, pivô da seleção brasileira de basquete, primeira vez nos Jogos
Fator casa – “É um sonho jogar uma edição das Olimpíadas e sendo no Brasil é melhor ainda. Nossa torcida vai estar em peso e isso será muito legal”
Expectativa – “Temos condições de subir no pódio e vamos brigar muito por isso”
Bauru ainda vai ter na Olimpíada Rio-2016 o judoca Matheus Rocha como atleta de apoio de Rafael Baby na seleção brasileira de judô, o auxiliar técnico Vaguinho na comissão técnica do futebol feminino e a armadora Joice na seleção brasileira feminina de basquete.
