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Gabriel Ruiz Pelegrina: 95 anos de muita história

Irineu Azevedo Bastos e Marcele Tonelli
| Tempo de leitura: 2 min

Arquivo Pessoal
Eterna parceira: Gabriel Pelegrina com a esposa Naide Ruiz

Considerado um dos nomes mais importantes da história de Bauru, Gabriel Ruiz Pelegrina, o homem que carrega na memória os fatos e detalhes históricos do desenvolvimento da cidade, completa neste sábado (13) 95 anos de vida.

Com um legado de sete décadas dedicadas às pesquisas e com vários livros publicados, o historiador chegou a receber da Universidade do Sagrado Coração (USC), nos últimos anos, o título de “Professor Honoris Causa”. Por sua importância e notoriedade, Gabriel também concedeu seu nome ao Núcleo de Pesquisa e História da Universidade do Sagrado Coração (Nuphis/USC), um dos pontos de estudo mais importantes de Bauru.

Gabriel também é autor de mais de 1 mil artigos em jornais e revistas e foi, por muitos anos, colaborador do JC.

Bauruense nato

Em 13 de agosto de 1921, nascia Gabriel Ruiz Pelegrina, filho do espanhol José Ruiz  Pelegrina e da brasileira Dolores Cara Ruiz. Foi aos 19 anos, após ingressar para a Estrada de Ferro Noroeste do Brasil (NOB), que a paixão pela história começou.

Na época, ele morava na área que abriga, atualmente, a Vila Falcão. Posteriormente, mudou-se para rua Júlio Prestes, no Centro. Na NOB, trabalhou por 38 anos. Depois, por mais de duas décadas, atuou no Núcleo de História da USC, como professor emérito.

Casou-se com Naide Ruiz, filha de espanhóis, e teve quatro filhos: Carlos Roberto, Sérgio, Maria Aparecida e Luiz Antônio, além de nove netos e outros nove bisnetos. No governo do prefeito Tuga Angerami, participou da organização da Mostra do Museu Ferroviário Municipal e foi ainda conselheiro do museu.

Antes, exerceu o cargo de Juiz de Paz em Bauru. É ocupante da cadeira n.º 1 da Academia Bauruense de Letras, cujo patrono é Carlos Fernandes de Paiva. Em uma de suas mais recentes entrevistas ao JC, em 2013, Gabriel contava curiosidades sobre a história da cidade, relembrando os 100 anos da excomunhão de Bauru. Nos últimos dias, Gabriel Pelegrina teve complicações de saúde e chegou a ser internado, mas, segundo a família, ele já está em casa e passa bem.

Obras

Amigos na vida e parceiros nos estudos, Gabriel divide a autoria de algumas de suas obras com a professora Terezinha Santarosa Zanlochi: “Ferrovia e Urbanização”, e “Seara da Lei: Bauru, 1911-1996”. Já com Irineu Azevedo Bastos, que também assina esta reportagem especial para o JC, escreveu “Bauru: nossa história na escola – 1º grau”, “Memórias de um Ferroviário”, “Memorial da Câmara Municipal no Centenário de Bauru” e “BAURU: Origens históricas”. 

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