Tribuna do Leitor

Dia dos Pais

Francisco Antonetti Torrecilha
| Tempo de leitura: 1 min

Papai, gostaria que o senhor estivesse aqui para te dar um presente de pouco valor, mas de muito significado que serve para qualquer pai. Este presente você não compra na loja. Eu queria te dar um forte abraço por tudo que o senhor fez para nós com sacrifício e honestidade.

No seu tempo não havia o Dia dos Pais, mas havia o pai todos os dias: pai humilde, carinhoso e energético.  Há mais de cinquenta anos assumi a função de pai e procuro executar tudo o que aprendi no seu mandato de trabalhador corajoso e honesto. O senhor sempre foi lavrador e, apesar do trabalho cansativo, conhecia as funções, desde o plantio até a colheita, muito bem, e tinha prazer de viver junto das plantas.

As fazendas já apresentavam sinais de mudanças haja visto que o café, que era forte das lavouras, deu lugar para outras culturas. Arrumamos as malas e viemos para Bauru, para meu pai foi como tirar o peixe fora d’água. Na época ele transformou o nosso quintal numa chácara com mandioca, laranja, uva, jabuticaba e até café para não fugir a tradição. As jabuticabeiras continuam produzindo até hoje para alegria dos passarinhos.

Uma enfermidade tirou ele do nosso convívio, mas as jabuticabeiras ficaram: são duas jabuticabeiras entre as casas que representam meu pai e minha mãe  ainda nos alimentando. Eu vou parar por aqui, Papai e Mamãe, mas foram muito mais de tudo que falei. Deus abençoe a todos os pais onde ele estiver todos os dias.

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