| Reuters |
| Bicampeonato olímpico de David Rudisha quebra tabu desde 1964 |
David Rudisha, do Quênia, fez seus adversários comerem poeira na final dos 800 metros da Olimpíada do Rio de Janeiro de 2016 na segunda-feira e se tornou o primeiro homem a manter o título olímpico na prova desde 1964.
Rudisha, campeão mundial e detentor do recorde mundial, garantiu a vitória com uma disparada arrasadora na última volta que confirmou seu lugar entre os grandes nomes da modalidade, como o neozelandês Peter Snell, o último homem a defender o ouro olímpico nos 800 metros com sucesso.
Apelidado de 'Rei Davi' no Quênia, Rudisha engatou a última marcha nos 300 metros finais e se distanciou de seus rivais, cruzando a linha de chegada com seu chute característico e levando o ouro com seu melhor tempo na temporada, 1min42seg15.
"Estou muito empolgado. É o maior momento da minha carreira", disse Rudisha aos repórteres.
Depois de conquistar seu primeiro ouro olímpico e estabelecer o recorde mundial nos Jogos de Londres de 2012, Rudisha atravessou um punhado de anos sofrendo com lesões que afetaram sua confiança e o fizeram perder o campeonato mundial de 2013.
Ele teve dificuldades durante a maior parte da temporada atual e ficou em terceiro lugar nas seletivas olímpicas de seu país, mas o corredor masai pareceu estar totalmente no comando na final de segunda-feira, e suas passadas largas e seu estilo de corrida fluido o levaram ao êxito.
"Tem sido muito difícil", contou Rudisha em referência às lesões. "Continuei concentrado e positivo. Meu treinador tem sido ótimo e me dado esperança."
O atleta de 27 anos cruzou a chegada vários metros à frente do argelino Taoufik Makhloufi, medalhista de ouro nos 1.500 metros em Londres.