Por que o basquete feminino decepcionou a todos os brasileiros e brasileiras? Simplesmente porque esta modalidade está morrendo faz algum tempo, por falta de apoio desde a confederação, passando pelas federações e ligas regionais e, principalmente, pelos envolvidos nesta modalidade.
Por exemplo, aqui em Bauru, que no passado chegou a formar jogadoras de nível de seleção brasileira campeãs e até capitãs das seleções. Duas delas até hoje militam no basquete, mas no masculino, formando jovens garotos. Por que não no feminino? O experiente técnico da atual seleção brasileira, bauruense Antonio Carlos Barbosa, há várias décadas não é técnico de uma equipe bauruense feminino simplesmente por que não há equipe em nossa cidade, nem de base (categorias sub 12, até sub 18), se aqui em Bauru está assim, calcule no resto do Estado e no Brasil.
O campeonato da liga nacional deste ano na categoria adulta foi disputado por seis equipes, sendo duas delas de qualidade duvidosa. Como é possível em um cenário deste achar que o basquete feminino não está morrendo em nosso país?
Esperar que empresas façam investimentos para socorrer a modalidade não é muito inteligente, esta atitude tem que partir de quem vive ou viveu no passado desta modalidade, tais como Paula, Hortência e Janete, e as atuais atletas, técnicos e dirigentes mais novos com capacidade de liderar o início de uma nova geração, mas com mentalidade moderna. Não a que está aí nos últimos 20 anos, que pouco fez para mudar a atual condição decepcionante.
O paço inicial? Formar técnicos com real capacidade moderna. Formar um grupo de atletas de 16 aos 20 anos de idade para treinamento de seleção permanente e organizar campeonatos regionais de custo baixo para meninas de 14 até 16 anos. Mas para tudo isso acontecer as atitudes têm que partir dos envolvidos nesta modalidade e ter em mente a modernização desde a sua organização.