E o gado branco ao relento,

Sedento de água e alimento,

morre de esgotamento,

tombado no solo quente.

Nos estertores da morte

e sem força de movimento,

com olhos parados pede socorro

em terra sem verde e sem poço.

O povo assiste ao drama,

a agonia dos animais, em osso,

estendidos no chão do mangueirão.

Os cochos vazios estão sem ração

e o gado exausto está sem ação.

A paisagem é triste, desalentadora,

só a chuva, serena e oportuna,

será redentora, nesta história final

do mundo humano e animal,

à espera de gotas redentoras,

salvadoras,

da chuva fina, necessária, regada

a cair, na hora azada,

a molhar o espaço do vaqueiro

que, forte, não se entrega

diante de dura refrega

posta pela trama funesta.

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