Regional

Fazenda de amigo de Temer volta a ser ocupada por grupo sem-terra

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

A Fazenda Esmeralda, em Duartina (38 quilômetros de Bauru), registrada em nome do ex-coronel da Polícia Militar João Baptista Lima Filho, amigo do presidente em exercício Michel Temer (PMDB), foi ocupada na madrugada desta segunda-feira (22) por cerca de 550 integrantes da Frente Nacional de Luta Campo e Cidade (FNL). Em maio, ela já havia sido ocupada duas vezes por grupos sociais.

Thiago Franco, um dos líderes da FNL, conta que a intenção é pressionar o Judiciário para que seja agilizado o leilão dos bens de um grupo empresarial bauruense que está em processo de recuperação judicial. 

Os sem-terras querem que propriedades do grupo, entre elas as fazendas Santo Antônio e São Leopoldo, sejam destinadas à reforma agrária. Desde o último dia 12, a fazenda Santo Antônio está ocupada pela FNL.

De acordo com Franco, se a Justiça não se manifestar sobre o pedido do grupo a partir da invasão em Duartina, eles irão causar conflito social em Bauru, com interdição de rodovias e ocupação de prédios públicos.

Em nota, a FNL disse que ocupações como a da Fazenda Esmeralda ocorreram por todo o país para exigir de Temer o cumprimento da pauta social, crescimento econômico, fim do desemprego e combate à corrupção. 

Também em nota, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) informou que estão em curso processos administrativos visando à desapropriação de três propriedades do grupo de Bauru por interesse social.

Nos processos, segundo o Incra, estão incluídas as fazendas Santo Antônio e São Leopoldo. Porém, como as áreas foram ocupadas por sem-terras, por lei, o órgão fica impedido de vistoriá-las ou desapropriá-las por dois anos

Outras possibilidades que estão sendo avaliadas e que incluem a fazenda Santo Antônio, de acordo com o Incra, são a compra e venda dos imóveis e a adjudicação por conta de dívidas de seus proprietários com a União. 

Recentemente, advogado e acionista da empresa declarou que os proprietários não têm interesse em negociar a fazenda com o Incra e os sem-terra.

Comentários

Comentários