| Bruno Freitas/Noroeste |
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| Rafael Henrique Milhorim, o Foguinho, chamou atenção do Alviverde principalmente por sua versatilidade |
O destaque do time sub-17 do Noroeste no Campeonato Paulista, o zagueiro Foguinho, foi transferido para a base do Palmeiras. Bauruense, do Núcleo Habitacional Octávio Rasi, Rafael Henrique Milhorim é um zagueiro canhoto com muita categoria no desarme e no passe.
Dentro do esquema tático do técnico Dú Itapuí, Foguinho era responsável pelos lançamentos e verticalização pelas pontas do campo que originaram vários gols da equipe na primeira fase do Campeonato Paulista sub-17. Essa versatilidade chamou a atenção de observadores do Palmeiras que acompanharam o time de Bauru durante a competição.
Noroeste e Palmeiras fecharam a prioridade de possível compra por Foguinho, com prazo de até dois anos. O valor não foi divulgado. “Estamos satisfeitos pelo que está sendo realizado neste princípio de trabalho na formação de base do Noroeste. O Foguinho tem um grande potencial e estamos felizes pelo crescimento dele”, disse Emerson Carvalho, coordenador da base do Noroeste.
Em comunicado enviado pela assessoria de imprensa, o departamento jurídico do Noroeste informou que o clube ainda não tinha o selo de clube formador quando o zagueiro Foguinho despertou interesse do Palmeiras. Portanto, o jogador não tinha vínculo com o Noroeste. A parceria entre os clubes está apalavrada e segue da seguinte forma: o Palmeiras tem contrato com o zagueiro, formado na base do Alvirrubro, e nos próximos dois anos o Alviverde poderá vender Foguinho. Caso isso aconteça, a parceria prevê que 30% de uma possível e futura negociação será de direito do Noroeste e 70% do Palmeiras.
Dentro deste período de dois anos, caso o Palmeiras não negocie o atleta, o clube da capital exercerá o direito de compra e oferecerá uma oferta pelos 30% do passe que é do Noroeste. O contrato “apalavrado”, entre a direção do Palmeiras e o Noroeste foi feito porque, na época, em meados de julho, o Alvirrubro não tinha o selo de clube formador junto à Federação Paulista de Futebol (FPF), selo que o presidente Estevan Pegoraro já fez o protocolo e aguarda os prazos legais para receber a chancela da FPF.
“Foguinho foi negociado porque o clube não tem estrutura de clube formador ainda. Ele só teria vínculo contratual se fosse profissional. Não dá pra segurar o atleta no Noroeste se um time como o Palmeiras tem interesse. Estamos expostos a isso. Graças a um bom relacionamento que o nosso coordenador da base, Emerson Carvalho, tem com o Palmeiras e vários outros times grandes, conseguimos, segurar este percentual de 30% numa eventual venda do jogador”, esclareceu Pegoraro. “O Noroeste está voltando a ser formador de atletas. O trabalho do Emerson Carvalho, de toda comissão técnica e parceiros está sendo muito bem-sucedido e estamos felizes pelo Noroeste voltar a revelar novos talentos para o futebol”, acrescentou o presidente pela assessoria de imprensa.
Sonho
Ao JC, Foguinho relatou estar realizando um sonho de vida. “É uma experiência que muitos sonham em ter. Comecei em projetos em Bauru e pude ter a honra de ter passado pelo Noroeste, um clube que abriu as portas e me ajudou a estar onde estou. Agradeço a Deus e por minha família estar sempre do meu lado apoiando para eu seguir em frente, além dos diretores e do treinador que me recebeu muito bem no Palmeiras”, ressaltou o zagueiro.
