Alguns esportes não tiveram o desempenho esperado, entre eles o volei feminino, futebol feminino, alguns judocas (masc. e fem.), a dupla feminino de volei de praia etc. Mas no basquete, tanto no masculino como no feminino, não eram esperadas medalhas, devido ao atual estágio desta modalidade em nosso país, no caso do feminino e no caso do masculino, a chave que caíram ia ser mesmo muito difíceis, devido ao alto grau de qualidade.
Nesta Olimpíada, o feminino começou perdendo nas brigas interna entre atletas e confederação, a substituição por duas vezes do técnico e a falta de apoio entre as celebridades deste esporte e a atual estrutura envelhecida, que ainda comete os mesmos erros.
Atualmente, não há uma política para a modalidade, nem do governo e da confederação, para salvar o pouco que restou. As categorias de base praticamente não existem, salvando algumas cidades do interior paulista, que o fazem com pouca ajuda, ou quase nada dos órgãos competentes acima citados.
A liga nacional deste ano foi disputada por seis equipes, mostrando o pequeno número de atletas em condições de disputá-la. Não chega a 80 atletas, segundo palavras do técnico da seleção Antonio Carlos Barbosa, muitas delas passando dos 30 anos de idade. O trabalho não vai ser fácil, seja quem for, vai precisar de apoio das ex-atletas, das atuais atletas e, quem sabe, finalmente investir nos técnicos, para garantir-lhes respeitabilidade e confiança. Já no masculino, com um técnico do gabarito do argentino Ruben Magnano, conseguiu reunir os melhores atletas do momento, a maioria deles em plena forma, com tempo para os treinamentos, mas foi surpreendido ao cair na chave mais difícil da modalidade. Se em alguns jogos ficamos com derrota por pouco, mostramos que evoluímos, principalmente no corpo técnico, lá representados pela nova geração dos três assessores na equipe técnica, todos brasileiros.
Falta, apenas, os presidentes da Confederação, da Liga Nacional e da Federação Paulista fazerem um calendário que volte a dar prestígio ao Campeonato Paulista, já que a Liga Nacional é composta de 16 equipes e 10 delas são do Estado de São Paulo.
Sem os paulistas e, principalmente, as equipes do interior, não haveria Liga Nacional e sem as cidades do interior juntamente com os clubes da capital que fazem equipes de base também não haveria a enorme quantidade de atletas que são formados por estas equipes e que abastecem todo o mercado. Não apoiar o Campeonato Paulista é matar a galinha dos ovos de ouro, veja o exemplo do feminino.
Quanto à falta de títulos ou de boas apresentações, principalmente em uma Olimpíada realizada em nosso país, faz parte do jogo, desde que as modalidades entendam o grau de dificuldade que será nos próximos anos, daí haver necessidade de planejamento e organização.