Polícia

Ex-chefe do GOT morre em acidente

Ana Paula Pessoto e Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 2 min

Reprodução/Facebook
Lindolfo Leme Pierre trabalhou por cerca de dez anos como agente de trânsito da Emdurb

Ex-chefe do Grupo de Operações de Trânsito (GOT) da Emdurb, Lindolfo Leme Pierre, 31 anos, morreu em uma colisão ocorrida entre carro e motocicleta, na Vila Cardia, em Bauru. Ele foi uma das vítimas de um final de semana bastante violento envolvendo motociclistas em Bauru e região (leia mais abaixo). 
Conforme o JC noticiou ontem, a ocorrência que vitimou  o ex-agente de trânsito foi registrada por volta das 18h10 de sábado, na quadra 19 da Cruzeiro do Sul. Segundo o boletim de ocorrência, uma Blazer seguia pela via no sentido Centro/Bairro, quando ao chegar na quadra 19, a moto Honda CG Titan conduzida por Lindolfo teria colidido frontalmente com o veículo.

O motociclista foi socorrido por uma equipe do Samu e levado até a UPA do Geisel, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. A polícia investiga as causas do acidente.

“Ele tinha saído da casa de um amigo e estava voltando para a casa dele, no Centro. Ainda não sabemos o que aconteceu, as informações estão desencontradas”, relata a irmã, Jamila Leme Pierre, 29 anos. Lindolfo deixa a esposa Jéssica Calazans, o filho Davi, de 5 anos, e duas irmãs. 

Jamila conta que ele trabalhou no GOT por cerca de dez anos. Em abril de 2010, assumiu a função de chefia dos agentes de trânsito. Na ocasião, concedeu diversas entrevistas ao JC. “Ele foi promovido porque o esforço dele foi reconhecido. Era uma pessoa dedicada, responsável e estudiosa. Gostava muito do que fazia e se dava bem como todo mundo”, observa.

Lindolfo seguiu na função até passar em um concurso da Secretaria de Segurança Pública do Estado, há pouco mais de um ano. Desde então, trabalhava como executivo público no setor administrativo da Penitenciária de Pirajuí.

 

Sonho Interrompido

Jamila conta que o irmão era formado em direito pela ITE e sonhava se tornar delegado. Para tanto, pretendia prestar um novo concurso público. “A prova ia ser em Belém (PA) e ele já tinha até comprado as passagens. Desde os 18 anos, sempre fez concursos e nunca deixou de acreditar no quanto ele poderia crescer profissionalmente. É uma tristeza ver que uma vida com tanto potencial foi interrompida dessa forma”, lamenta.

Coordenadora pedagógica do Colégio São José, Marilda Tziminadis, 51, acompanhou a vida escolar de Lindolfo durante mais de cinco anos, quando ele era estudante da unidade. “Tive a honra de conviver com ele como aluno, como profissional e como pai, já que o Davi estuda, hoje, na nossa escola. O Lindolfo sempre teve um coração puro, se mostrou humilde, um menino íntegro, um pai muito participativo e um homem que sempre batalhou pelos seus sonhos”.

A vítima foi velada no Memorial Bauru e sepultada, ainda ontem, no Cemitério Jardim do Ypê.

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