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Em depoimento, Dilma diz que não cometeu crime e cita Cunha

Agência Brasil com Estadão Conteúdo
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Estadão Conteúdo

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do processo de impeachment, Ricardo Lewandowski, deu início nesta segunda-feira 29, à sessão na qual a presidente afastada da República, Dilma Rousseff, fez seu depoimento.  Dilma afirmou ser vítima de golpe político e citou chantagens de Eduardo Cunha. Em seu discurso, a petista ainda relatou que caso tenha seu mandado cassado significará pena de morte política e um atentado contra a democracia do País.

O presidente do STF explicou as regras para os senadores e disse que todos são bem-vindos para acompanhar a sessão nas galerias do Congresso.Ressaltou, porém, que não serão permitidas manifestação, favoráveis ou contrárias.

 Dilma teve 30 minutos para seu depoimento, podendo esse prazo ser prorrogado. Os senadores terão cinco minutos para as perguntas e Dilma poderá usar o tempo que quiser para responder. Inclusive, ela não é obrigada a responder às perguntas.

O ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva chegou por volta das 9h50 ao plenário do Senado para acompanhar o depoimento da presidente afastada Dilma Rousseff na sessão de julgamento final do impeachment. Lula acompanha o depoimento de Dilma das galerias do plenário, ao lado de outros aliados da petista. Ele sentou-se ao lado do cantor Chico Buarque de Holanda. O presidente do PT, Rui Falcão, também está no local.

Movimentação no Senado

Agência Brasil

É grande a movimentação no Senado para a oitiva da presidente afastada Dilma Rousseff. Neste quarto dia de julgamento do processo de impeachment, que deverá ser o mais longo de todos, além de apresentar sua defesa, Dilma irá responder a perguntas de parlamentares.

Até às 8h30 da manhã desta segunda-feira, 47 senadores já estavam inscritos para questioná-la. Cada um terá cinco minutos e Dilma terá tempo livre para as respostas. Antes de responder, a petista irá dispor de 30 minutos para sua defesa, mas, segundo o presidente da sessão do julgamento, ministro Ricardo Lewandowski, este tempo poderá ser prorrogado de acordo com a necessidade da petista.

Os convidados da presidente afastada serão 40: 30 deles ficarão nas galerias e 10 -  assessores mais próximos-  na tribuna de honra - entre eles, ministros de sua gestão, como Aldo Rebelo (Defesa) e Jacques Wagner ( Casa Civil) e artistas como o cantor Chico Buarque e atriz Létícia Sabatella. Além deles, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é aguardado para acompanhar a sessão.

Já entre os convidados da acusação, que serão 30, e ocuparão parte das galerias no plenário, estarão representantes de movimentos sociais como o Vem para Rua e Movimento Brasil Livre (MBL), além de uma filha do jurista  Hélio Bicudo, um dos autores da representação. Bicudo enfrenta graves problema de saúde.

Segurança

Nesta segunda-feira, a novidade em relação à segurança é que a Esplanada dos Ministérios foi completamente fechada, desde a Catedral até o prédio do Congresso Nacional. O acesso está sendo feito a pé ou de carro, por vias auxiliares. Ao contrário de outros dias, o gramado na Esplanada - dividido por um muro de 80 metros - já começa a ser ocupado por manifestantes favoráveis e contrários ao impeachment. A Polícia Militar do Distrito Federal faz a segurança no local.

Histórico

Dilma é alvo de um processo de impeachment, por ter editado, em 2015, decretos de crédito suplementar sem autorização do Congresso e também de usar dinheiro de bancos federais em programas do Tesouro [as chamadas pedaladas fiscais]. A petista foi afastada da Presidência da República pelo Senado há mais de 100 dias.

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