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Dilma diz no Senado que será eternamente grata a quem votar para absolvê-la

Estadão Conteúdo
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A presidente afastada da República, Dilma Rousseff, fez nesta segunda-feira (29), um apelo final aos senadores para que a absolvam no processo de impeachment. A declaração foi dada durante seu depoimento no Senado. No discurso, a presidente pediu que se faça justiça com uma presidente que jamais cometeu um ato ilegal. No apelo aos senadores, ela disse que cada um deveria votar contra o impeachment e em favor da democracia.

"Eu respeito meus julgadores, não nutro rancor por quem votar a favor do impeachment e tenho muito apreço pelos que têm lutado bravamente pela minha absolvição, a quem serei eternamente grata", afirmou. Dirigindo-se aos senadores indecisos, mesmo os da oposição, ela disse que para a condenação política é obrigatória a existência de crime de responsabilidade, cometido dolosamente e comprovado de forma cabal. "Pensem no terrível precedente que essa decisão pode abrir para outros presidentes, governadores e prefeitos atuais e futuros. Condenar um inocente, esse é o precedente."

Segundo ela, o "golpe" que está se desenhando não vai solucionar a crise brasileira, mas sim agravá-la. "Peço que façam justiça a uma presidente honesta que jamais cometeu qualquer ato ilegal."

Em discurso no Senado, Dilma critica Eduardo Cunha e setores da grande mídia

Além das críticas ao presidente afastado da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB-RJ), a presidente afastada Dilma Rousseff (PT) criticou duramente a mídia em seu pronunciamento no plenário do Senado Federal. Ao falar do seu processo de impeachment, em curso, destacou: "Trata-se de ação deliberada que conta com o silêncio cúmplice de setores da grande mídia."

Ao criticar Cunha e a mídia, a petista questionou: "Quais foram os crimes hediondos que pratiquei?" E disse que a edição dos decretos suplementares - pelos quais está sendo julgada - respeitou todas as normas legais. 

Destacou também que a edição de tais decretos não afetou em nada a meta fiscal. "A Lei de Responsabilidade Fiscal foi respeitada", argumentou, justificando que os parlamentares ignoraram que os resultados fiscais são consequência da desaceleração e não causa. "Em 2015 tivemos uma expressiva queda da receita e fazem questão de ignorar que em 2015 realizamos o maior contingenciamento da história."

Em sua defesa, Dilma disse que apenas depois que assinou os decretos é que o Tribunal de Contas da União (TCU) deu parecer sobre a matéria. E voltou a defender as operações, destacando que foram feitas de acordo com as normais legais. "A presidente da República não pratica nenhum ato em relação à execução do Plano Safra, então, parece óbvio que eu não seja acusada de um ato inexistente." E voltou a dizer que o processo de impeachment não está praticando a Justiça. "Não pratiquei ato ilícito, está provado que não agi dolosamente em nada."

 

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