Regional

Família perde a casa em incêndio criminoso e cão morre carbonizado

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

Divulgação
Casa de madeira onde vivia um casal de Agudos foi completamente destruída pelo fogo

Um coletor de recicláveis foi agredido e teve a casa de madeira incendiada, no fim da noite de domingo, em Agudos (13 quilômetros de Bauru). Ele e a mulher conseguiram sair do local antes que as chamas se alastrassem, mas um cão de apenas três meses morreu carbonizado. Segundo a Polícia Civil, que já identificou sete envolvidos, a ordem para o ato criminoso pode ter partido da sogra do homem, que não aceitaria o relacionamento entre ele e sua filha.

Segundo informações do delegado titular de Agudos, Jader Biazon, Marcos Gonçalves de Jesus, 40 anos, e a mulher dele, Camila Gonçalves, de 17 anos, estavam na residência, localizada na rua Nayá Silva de Conti, na divisa entre o Jardim Cruzeiro e o Distrito Industrial, quando, por volta das 20h20, foram surpreendidos por sete desconhecidos.

O delegado conta que o homem foi agredido com chutes e socos. Quando ele conseguiu correr para o interior da casa, o grupo colocou colchão na porta e ateou fogo. “No início, eles tentaram impedir que os dois deixassem o imóvel. Depois, deixaram a menina sair e queriam impedir que o Marcos deixasse o imóvel, mas ele acabou fugindo”, diz.

De acordo com Biazon, a residência do casal ficou completamente destruída. O cachorro de estimação, de três meses, não conseguiu sair e morreu carbonizado. A Polícia Científica foi acionada para fazer a perícia e inquérito foi instaurado para apurar o caso. Em razão das agressões, o coletor de recicláveis foi conduzido à Unidade de Pronto Atendimento (UPA). 

Investigações

O delegado diz que uma das hipóteses é de que o ato criminoso tenha sido encomendado pela sogra de Marcos. “Segundo o relato das vítimas, a mãe da Camila não concorda com o relacionamento deles por vários fatores”, revela. Ele explica que o casal já convive há três anos e meio e estava planejando se casar. 

Segundo a versão deles à polícia, com a união, a mãe de Camila iria perder parte da pensão que recebe. Além disso, a adolescente alega que ela quer lhe manter em casa para ajudá-la com os afazeres domésticos. A mulher, inclusive, teria assistido às agressões sem fazer nada.

“Dos sete envolvidos, conseguimos identificar cinco e trabalhamos para identificar os outros dois. Eles responderão pelos crimes de lesão corporal, incêndio e crueldade contra animais”, declara Biazon. “Se vierem a ameaçar as vítimas ou causarem alguma perturbação à investigação, a gente pode representar pela decretação da prisão preventiva deles”.

Casa de passagem

A secretária da Assistência Social de Agudos, Priscila Guilhem Tolosa Pires, conta que o casal procurou o plantão social e ficará abrigado na Casa de Passagem até que consiga outro imóvel para morar. No local, segundo ela, eles contarão com cinco refeições diárias, quarto para casal e oficinas. Interessados em ajudar as vítimas podem procurar a Casa de Passagem na rua Dionísio Dalberto, nº 21, Parque Pampulha. A prefeitura oferece transporte para buscar doações. Informações pelo telefone (14) 3261-4070.

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