Polícia

Jovem que jogou carro em homem já era acusado de atropelamento

Cinthia Milanez
| Tempo de leitura: 2 min

Samantha Ciuffa
Atropelamento ocorreu na rua Josino de Araújo, no Chapadão
Estilhaços de vidro e pedaços de tijolos ficaram espalhados pelo local do crime no Jd. Chapadão

Yago Brendo Cândido, 20 anos, apontado como responsável pelo atropelamento de seu desafeto, de 28, por volta das 12h da última segunda-feira (29), no Jardim Chapadão, conforme já noticiado, é o mesmo acusado de ter atropelado e matado o próprio tio no dia 4 de setembro de 2015, no Bauru 2000. Contudo, respondia em liberdade.

Conforme o JC noticiou na época, Yago tinha uma desavença antiga com o tio, Osvaldo da Silva Cândido, de 46 anos. Por conta dela, os dois voltaram a discutir no último dia 4 de setembro, quando a Polícia Militar de Bauru foi acionada a comparecer na quadra 2 da rua Shigeo Matsumoto.

Ao chegar ao local, a corporação se deparou com uma Saveiro branca parada na sarjeta. Sob o carro, ainda estava o corpo de Osvaldo. Diante disso, a Polícia Civil instaurou inquérito. No final do procedimento, Yago foi denunciado pelo crime e a polícia representou, ainda, por sua prisão preventiva. Porém, o rapaz passou a responder esse processo em liberdade.

Na última segunda-feira (29), ele conduzia um Renault/Megane, com placas de Bauru, pela rua Josino de Araújo e, na quadra 3, teria abordado um grupo de pessoas. Uma delas teria se envolvido em um acidente de trânsito com o Yago há poucos dias. Os dois, portanto, começaram a discutir sobre o assunto.

Um terceiro rapaz resolveu intervir. Nesse momento, Yago teria entrado no carro e o atropelado. A vítima foi encaminhada à Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) do Mary Dota pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e, depois, transferida para o Hospital de Base de Bauru.

Segundo a assessoria de imprensa da Fundação para o Desenvolvimento Médico e Hospitalar (Famesp), que administra o Base, lá o rapaz passou por exames. De volta ao Pronto-Socorro Central (PSC), ele ficou um tempo em observação e foi liberado.

Quase linchado

Já Yago teria sofrido uma tentativa de linchamento no local. Por conta disso, o jovem deixou o carro para trás e fugiu com outro veículo. De acordo com a Polícia Civil, o agressor teve a ajuda do pai na fuga.

Diante disso, o delegado Roberto Cabral Medeiros fez um termo circunstanciado contra o pai do rapaz por “favorecimento pessoal”. Em relação ao atropelamento em si, Cabral foi até o Base e ouviu a vítima.

O registro do caso foi encerrado no fim da noite dessa terça-feira (30) pelo delegado Luiz Cláudio Massa. Este, por sua vez, representou pela prisão temporária do acusado. Até o fechamento desta edição, ele não havia sido localizado.

Delegado responsável pelo caso, Carlos Creppe Júnior já instaurou inquérito. “Agora, os próximos passos serão emitir ordem de serviço para localizar Yago e aguardar a recuperação da vítima, que será ouvida”.

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