Na avenida Nações-Norte, o “Parque Jurandyr Bueno Filho”, margeado pelas pistas dessa avenida, é tão grande que cabem no seu interior dez parques do tamanho do Parque Vitória Régia. Um modelo interessante existe em Santiago do Chile, na Praça das Esculturas, todas feitas de concreto revelando aos visitantes, belas passagens do país no campo da cultura e da arte.
Na Praça Jurandyr Bueno Filho, para dar início a essa ocupação, sugiro que ela abrigue também esculturas de grandes dimensões, que sejam não só bonitas de se ver como também permitam a interação do visitante com a obra, aproximando o povo da cultura da arte.
Para tanto, basta a criação de um concurso anual que escolha um projeto de escultura a ser instalado no parque e, a partir do projeto selecionado, buscar recursos financeiros junto ao empresariado local, para que a escultura seja materializada sob a forma de adoção.
Em alguns anos, o parque já começará a ser tomado por obras de arte revelando a capacidade criativa dos artistas locais, tornando-se um local lúdico e de interesse de visitação.
Também nessa praça podem ser construídos dois pequenos museus, que abrigariam, cada um deles, numa construção de 60 metros quadrados, um deles, toda a história da indústria aeronáutica nacional e principalmente da Embraer, com destaque para a participação do bauruense Ozires Silva e, no outro, a história da viagem espacial realizada pelo bauruense Marcos Pontes.
No teto da primeira construção instalar-se-á o avião Bandeirante que hoje está na outra extremidade da av. Nações Unidas sem que se explique o motivo de ali estar. A materialização daquilo que estará exposto no interior das construções, ou seja, as plantas, as fotografias, os filmes relativos à construção desse que foi o primeiro avião de passageiros feito no Brasil para fins comerciais, impulsionando a Embraer que hoje é a 3ª maior indústria aeronáutica do mundo.
No teto da segunda construção, estaria a reprodução em escala natural da cápsula na qual Marcos Pontes circunavegou a Terra por vários dias, exibindo, assim, numa visão realista, aquilo que dentro dessa construção poderá ser visto, as fotografias do foguete e sua cápsula, o filme do lançamento da nave, as entrevistas concedidas por Marcos Pontes no espaço, a reprodução das experiências que ele lá realizou e até mesmo, se possível, o traje que vestiu durante a viagem.
Esses dois pequenos museus, em meio a dezenas de grandes esculturas, tornariam o parque uma atração turística permanente, levando o nome de Bauru além fronteiras.
Ou autor é formado em Direito pela ITE, tem mestrado pela Unesp, é membro da Academia Bauruense de Letras e colaborador do Jornal da Cidade