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Rafaela, JP e Gabriel: ouros históricos!

Terezinha Zanlochi
| Tempo de leitura: 2 min

“Sou campeã olímpica!”; “Quero um dia sentir orgulho da minha própria história de vida”; “Vou registrar para a história da minha cidade”, são versículos de Rafaela, JP Rufino e Gabriel, respectivamente. História é um componente curricular dos mais desvalorizados na Educação. Tanto que algumas séries têm apenas uma aula por semana, enquanto as ciências exatas chegam a cinco. E os inventores de currículos insistem no seu ensino teórico e desvinculado da realidade social. Eles sabem que quem conhece História, incomoda! Batem sinos pelo mundo!  


Entretanto, é ela quem aparece nos momentos cruciais da vida de uma pessoa, de uma comunidade ou de uma nação e, às vezes, irreverente, ocupa o lugar de honra no podium. Nos discursos políticos, nos sermões, em palestras educativas, nos casos jurídicos e em todos os níveis dos meios de comunicação, ela é exaustivamente utilizada. Mas parece que somente nos contextos complicados ou laureados, culturais ou olímpicos ela ganha sentido.     


Acontece que não é assim que a História age. O senso da História está na consciência de cada um, mesmo que não se identifique como tal. Se os provocadores da operação Lava Jato tivessem aprendido que a História é implacável, independente, que querendo ou não, à vista ou às escondidas, nas falas ou nos silêncios ela registra sem dó nem piedade, talvez repensassem suas ações. Teriam construido outra história.


A consciência histórica da Rafaela não veio com uma frase pronta. Veio por atitude. Derrotada, ganhou brios, treinou além de seus limites, resgatou-se e brilhou! Fez história com dignidade! Não importa, quem ou quando, às claras ou em segredo, todos estão na esteira da História e seus micros cotidianos são componentes fundamentais da teia da longa duração histórica. O conjunto destas teias forma a grande tela da humanidade. O JP Rufino, ator mirim da Globo, sabe disto. A Rafaela vivenciou isto. O PT corre atrás do prejuízo da ignorância disto.


Nesta Bauru amada, uma pessoa acima de qualquer instância, muito cedo descobriu sozinho a preciosidade da História. Cuidou dela com muito amor. Registrou, acumulou, preservou e delegou para gerações futuras seu acervo: Gabriel Ruiz Pelegrina. Quantos estudos, artigos de jornais, fotos e histórias resgatadas por meio da memória deste ferroviário, memorialista, jornalista e contador de Histórias sobre Bauru foram compilados em seu acervo. Incalculável o valor desta riqueza.


Impossível dimensionar o agradecimento. Só parabenizá-lo, pelo último 13 de agosto, por mais um ano desta vida densamente vivida!


A autora é historiadora e colaboradora de Opinião

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