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Promotorias Federal e Estadual e polícias Federal, Civil e Militar alertam para ilusão

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 3 min

Malavolta Jr.
Integrantes do grupo que atua em conjunto em relação às ocupações, o capitão Paulo Valentim e os comandantes Airton Martinez e Flávio Kitazume informam as providências no caso

A dimensão das ocupações urbanas e no entorno vizinho de Bauru levou representantes dos órgãos responsáveis pelo poder de polícia, fiscalização e garantia da legalidade a se reunirem e, em força tarefa, definirem estratégias de combate ao que chamam de “golpe da promessa por terreno”.

A reunião conjunta na sala do Ministério Público de São Paulo, em Bauru, contou com as presenças do 3º promotor de Justiça de Bauru, Henrique Ribeiro Varonez; do 11º promotor de Justiça, Hércules Sormani Neto; do comandante do CPI-4 da Polícia Militar, Airton Martinez; do coronel e comandante do 4º BPM-I Flávio Kitazume; do procurador Seccional da União André Cardoso  Magagnin; delegada chefe da Polícia Federal Karen Cristina Dunder, dos procuradores do município Ricardo Chamma e Alexandre Carreira; diretor de Departamento da Seplan Luiz Gustavo Oliveira Moraes; procurador da República André Libonati, e o prefeito Rodrigo Agostinho.

João Rosan/JC Imagens
Delegada chefe da Polícia Federal Karen Cristina Dunder
João Rosan/JC Imagens
Procurador da República André Libonati
Neide Carlos/JC Imagens
Promotor criminal Hércules Sormani Neto
Samantha Ciuffa
Promotor de Justiça Henrique Varonez

Da ata do encontro foram consolidadas ações de cada uma das representações, em suas áreas de atribuição, para a identificação das glebas e/ou lotes ocupados, a abertura de inquéritos para apuração de responsabilidade e o ingresso de ações de reintegração de posse.

Interlocutores da força tarefa, os coronéis da PM Airton Martinez e Flávio Kitazume e o capitão Paulo César Valentim reforçaram, na última quinta-feira, a advertência para a população sobre a promessa de destinação de lotes visando a habitação popular. “É fundamental esclarecer a população, sobretudo trabalhadores de boa fé, que não há qualquer chance de assentamento ou destinação de lotes para fins de moradia nesses lugares ocupados e já levantados. É preciso esclarecer a todos contra o golpe da promessa de terreno. A Polícia Militar, que integra esta força tarefa junto às demais autoridades, orienta os trabalhadores a não realizarem qualquer pagamento para integrar qualquer ação de qualquer movimento e também não realizar pagamento para ocupação de lotes de propriedade ou pública ou particular, porque esses terrenos não podem ser destinados para o que se pretende”, esclarece o coronel Airton Martinez.

Flávio Kitazume reforça que a Polícia Militar já fez o mapeamento com identificação das áreas ocupadas e está monitorando as ações. O capitão Valentim acrescenta que as pessoas que receberem promessa de fixação em lotes denunciem a situação à área competente. Ou seja, identifique o local, ou lote, ocupado, com endereço correto, e compareça a uma unidade policial para o registro da denúncia.

“Mais cedo ou mais tarde, todos esses locais ocupados serão reintegrados. É uma questão de tempo. É importante que essas pessoas estejam cientes de que não há espaço legal para destinar lotes urbanos invadidos para assentamento ou reforma agrária. A ilegalidade será corrigida em pouco tempo. Estamos monitorando a cobrança de valores, levantando qual a relação de comércio que está sendo objeto dessas ações e advertindo as pessoas de bem de que é falsa a promessa de que vão receber um lote”, observa.

Os integrantes da força tarefa lamentam, inclusive, que candidatos a prefeito e a vereador estejam se valendo do período eleitoral para alimentar a esperança de destinação de lotes em ocupações. O prefeito Rodrigo Agostinho também foi advertido no encontro da necessidade de representantes do governo esclarecerem os movimentos e pessoas a respeito de irregularidades.

Em particular, há desconforto no governo municipal em relação aos papeis da Sagra, através do secretário Chico Maia, defensor de política fundiária e de agricultura familiar, e o da Secretaria dos Negócios Jurídicos, que, através dos procuradores, adverte para ilegalidades cometidas em áreas públicas pelos grupos apoiados.    

Malavolta Jr.
Na baixada da av. Waldemar G. Ferreira houve reintegração; a área está destinada para o “Minha Casa Minha Vida”

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