Tribuna do Leitor

Descaracterização do Ricardo...

Antonio Adelino Pina Furtado - auditor e contador aposentado
| Tempo de leitura: 2 min

Conforme foi comprovado no resultado final do impeachment da sra. Dilma Rousseff, o presidente do Supremo Tribunal Federal, sr. Ricardo Lewandowski, que presidiu a reunião derradeira que culminou com o afastamento definitivo da então presidente da República, ficou mais que patente a humilhação do povo brasileiro diante do não cumprimento integral do Art. 52 – Parágrafo Único da Constituição Federal, ou seja.

Parágrafo único. Nos casos previstos nos incisos I e II, funcionará como Presidente o do Supremo Tribunal Federal, limitando-se a condenação, que somente será proferida por dois terços dos votos do Senado Federal, à perda do cargo, com inabilitação, por oito anos, para o exercício de função pública, sem prejuízo das demais sanções judiciais cabíveis.

O que mais chama à atenção: o eminente ministro Lewandowski simplesmente não fez cumprir a Carta Magna assim como não interferiu no recado que o presidente do senado sr. Renan Calheiros fez aos seus mais chegados fazendo o seguinte comentário: ‘O Regimento da Casa não faz menção relativamente aos oito anos de inabilitação, então não vamos massacrar uma pessoa que poderá refletir sobre os erros cometidos enquanto presidente e ainda poderá levar a vida em comum, ou seja, poderá dar aulas em alguma universidade etc...’

Agora vem a seguinte pergunta: o que vale mais, o Regimento Interno do Senado ou a Constituição Federal. Esses cidadãos estão de brincadeira com o povo brasileiro, o mundo inteiro em seus jornais mais badalados comenta o absurdo ocorrido na última votação do Impeachment, e aí me vem uma frase que ficou para a história: “o Brasil não é um País sério”, proferida pelo então general político e estadista do exército francês Charles de Gaulle.

É, meu amigo Beluca, aonde vamos parar com tanta pouca vergonha e descumprimento das leis? Então, só nos resta aguardar os futuros acontecimentos né... “Tamus Fudidis”.

 

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