| Fotos: Malavolta Jr |
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| Antônio Carlos Barbosa, técnico da seleção brasileira de basquete feminino nas Olimpíadas, também desfilou |
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| Gabriel Bessa desfilou novamente com a tocha olímpica |
Neste Sete de Setembro que, inclusive, coincidiu com a abertura dos Jogos Paralímpicos no Rio de Janeiro, o tema ‘Olimpíadas’ esteve presente durante o desfile cívico que comemorou em Bauru os 194 anos de independência do Brasil em relação a Portugal. A tocha olímpica, por exemplo, passou pelo Sambódromo, assim como Antônio Carlos Barbosa, que foi técnico da seleção brasileira de basquete feminino nos jogos esportivos realizados no País.
Ele marcou presença entre os cerca de dois mil integrantes de 50 entidades que participaram da cerimônia, iniciada com uma hora de atraso por conta de um buraco aberto na pista do Sambódromo. Após o trabalho da Secretaria de Obras, a solenidade começou às 9h45 com o hasteamento das bandeiras e execução do Hino Nacional. Ao som de bandas, o desfile só foi encerrado por volta das 13h30.
Segundo a Polícia Militar, aproximadamente 20 mil pessoas acompanharam o desfile e assistiram quando o aluno Gabriel Bessa passou com a tocha olímpica, assim como fez no dia 17 de julho, data em que o fogo olímpico chegou a Bauru. “As Olimpíadas também incentivam o civismo e o patriotismo”, comenta o estudante.
Importância
Ele está matriculado na Escola Estadual Carolina Lopes de Almeida, que abordou o tema. Seus colegas traziam cartazes com dizeres como “E agora Brasil, que a festa acabou?”. A ideia da instituição foi reivindicar investimento na base, não apenas em atletas que já estão entre os de alto rendimento. “Tem de ter investimento em educação e esporte para termos um país desenvolvido”, comenta a diretora Márcia Regina Moura Silva.
Um pouco antes, quem se destacou pela passarela foram os bonecões do Barbosa e também do cabo Alcides, conhecido pelo amor ao atletismo e justamente pelo trabalho na base, que transforma pessoas em cidadãos por meio do esporte. Por meio de bolas, alunos ainda demonstraram paixão por modalidades como o futebol. Mas muitas outras foram lembradas durante a cerimônia por crianças e adultos, independentemente de gênero.
Buraco leva uma hora para ser reparado
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| Cerca de 20 mil pessoas acompanharam o desfile |
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| Fuscas antigos foram destaques no desfile cívico |
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| Buraco de 1,2 metro de comprimento por 80 centímetros de largura mobilizou até o secretário de Obras, Sidnei Rodrigues (primeiro à direita com a pá) |
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| Com uma bandeirinha em mãos, Guilherme Henrique Costa Domingues, 11 anos, participou do desfile |
Um buraco aberto praticamente no meio do Sambódromo, nessa quarta-feira (7) pela manhã, chamou atenção do público que chegou cedo para acompanhar o desfile de Sete de Setembro. O trecho situado próximo ao palanque onde ficaram as autoridades havia recebido uma camada de asfalto na terça-feira. No entanto, como vários veículos pesados passariam por ele durante a solenidade, um funcionário desconfiou e resolveu checar.
Passou sobre o ponto com um caminhão cheio d’água do Departamento de Água e Esgoto (DAE), que afundou no asfalto. “Fiquei até contente que isso aconteceu logo cedo e não no meio da cerimônia”, comentou o prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB). Para ele, o problema poderia provocar transtornos, por exemplo, para uma viatura do Exército.
O próprio chefe do Executivo disse ter acionado todos os profissionais necessários para fazer o reparo na cratera de 1,2 metro de comprimento por 80 centímetros de largura e aproximadamente dois metros de profundidade. “Provavelmente, ocorreu uma falha no sistema de drenagem”, comenta o titular da Obras, Sidnei Rodrigues, que esteve no local.
De acordo com ele, a região, que é próxima ao Córrego Água Comprida, tem muitas minas d’água. “O que pode ter ocorrido é o sistema de drenagem ter se rompido e, com isso, o solo foi embora. Lá em baixo está tudo molhado”, comentou o secretário. Segundo Sidnei, o local será reaberto e passará por nova avaliação hoje, já que a origem do problema não foi identificada.
“Fizemos um trabalho paliativo. Lá em baixo tem tubulação com fiação, sistema de galeria de água pluvial e o DAE informou ter também sistema de água e esgoto. Usamos um caminhão pequeno de terra e colocamos placas de concreto para reparar”, explica.
Aplauso
Quando a pá-carregadeira chegou para reparar o buraco e também quando finalizou o serviço, foi muito aplaudida pelo público presente, que acompanhava a obra. Também houve vaias ao final. “É só mais um (buraco) para a cidade”, comentou Jandira Godoy, que esteve no local com as filhas Ângela e Giuliana, de 7 e 9 anos, além do sobrinho Ricardo, 6 anos.
Ela estava na arquibancada, enquanto muitos outros pais e professores permaneceiam na concentração. No local, houve queixa por parte das crianças. “Meu filho me perguntou se poderia vir com o tênis novo e eu disse que sim porque o Sambódromo é asfaltado. Mas ele vai sujar o tênis”, comentou em tom descontraído Elaine Carmona, que aguardava o pequeno ladeada pela outra filha Alice, 6 anos.
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