Estamos observando a unificação de operadoras de telefonia com as de TV por assinatura. São fusões e incorporações que permitem a centralização dos serviços prestados. Nasce aí uma oportunidade no sentido de reduzir o custo envolvido. Estas empresas contrataram serviços de telemarketing para que seja autorizada a unificação da conta. Na prática, são novos combos.
Analise sua conta
O primeiro passo é dedicar um tempo para analisar suas contas. No caso da telefonia celular, veja seu real consumo de minutos mensais (caso seja pós-pago). Veja o valor cobrado de cada item e certifique-se de que não está desperdiçando recursos. Faça o mesmo com a fatura da TV a cabo. Analise no site de sua operadora os pacotes atualmente oferecidos e seja crítico no tocante a canais que não atendem suas necessidades.
Agora é só negociar
Sabedor do quanto paga e do que deseja, é hora de negociar. Seja racional. A ideia é que depois de unificar, aceitando o combo, o valor final seja menor e que eventualmente os serviços oferecidos sejam ampliados. Isso é possível, é questão de paciência. Sem esforço não há economia.
Risco Brasil
Uma das formas de medir se um determinado País está bem das pernas ou não é pelo chamado Risco País. Assim, temos a expressão "Risco Brasil". Um indicador é o Credit Default Swap (CDS), que é na prática uma espécie de seguro, se houver calote. Por este indicador, os títulos CDS do Brasil de cinco anos atingiram o menor patamar desde junho de 2015: na casa dos 242 pontos base. Isso quer dizer que comparado ao risco americano, considerado "zero" e com base 100, o risco de eventual calote do governo brasileiro em relação aos seus títulos é quase 2,5 maiores. Também este patamar indica os juros de saída para quem aplica seus recursos em títulos brasileiros: 2,42% ao ano. Por tudo que o País vem enfrentando, incluindo sua recessão, pode ser considerado um patamar baixo. Lembrando que no passado este nível já bateu mais de 2.000 pontos.
Taxa de Abertura de Crédito
Muito cuidado com as taxas cobradas pelas instituições financeiras no tocante a abertura de crédito. Tenho observado valores absurdos. Há legalidade na cobrança, mas não pode haver exagero. Algo entre R$ 500,00 e R$ 1 mil é plausível, apesar de elevado. Já observei mais de R$ 2 mil nesta taxa. Redobre a atenção.
Dez dias sem juros
Saiba que mesmo em bancos que oferecem o uso do cheque especial por um período no mês, o IOF (imposto sobre operações financeiras) é devido. Assim o custo não será "zero". Mas no sufoco é alternativa "barata" se comparada a buscar recursos em que há cobrança dos juros, afinal, o IOF será devido também.
Tempos bicudos: abrir mão da qualidade?
Você ouviu a expressão: "o barato pode sair caro"? Este talvez seja o grande dilema atual. Como as finanças da casa estão apertadas, muitas pessoas estão mais críticas em relação ao tipo de produto que irão consumir. A dúvida é: troco um produto de qualidade por um mais barato de menor qualidade? A resposta é: depende. Um alimento pode até ser, mas um calçado, que tem maior durabilidade, por exemplo, pode reduzir em muito sua vida útil, e a economia de agora exigirá gastos mais frequentes. Isso ocorre com roupas e até bens duráveis. Pondere, busque informações no tocante a garantias e vida útil dos produtos e decida o que é melhor. Não tenha visão de curto prazo, imediatista.
Eleições não podem atrapalhar a agenda Brasil
Ouço nos meios de comunicação que, em função das eleições municipais talvez as reformas estruturais para o Brasil sair da crise, deverão ser discutidas após o primeiro turno. Ouço isso com preocupação. O País não tem mais tempo para deixar o "político" prevalecer ao econômico, ao "técnico". Fiquemos atentos e deixemos claro aos nossos representantes: tempos pressa, afinal, quer sacrifício maior do à perda do emprego? Acordem políticos.
Mude já, mude para melhor
Como as coisas mudam em nossas vidas. Um encaminhamento tido como certo de um projeto pessoal, pode ter que sofrer mudanças por algum motivo. Somos na prática vulneráveis, mas às vezes imaginamos ser super-homens (ou super-mulheres). Nesta perspectiva o indicativo é viver cada momento como se fosse o último e dedicar ao máximo àquilo que queremos agora. O senso de futuro não pode se perder, mas também não podemos imaginar que somos imortais. É preciso refletir e, se necessário, mudar. Mude já, mude para melhor!