Esportes

Concilig Vôlei e Gocil Basket aguardam desfecho do 'caso Panela', mas não vão assumir a conta

Thiago Navarro
| Tempo de leitura: 3 min

Fotos: divulgação e Alex Mita
Panela de Pressão tem sido usado pelas equipes do Gocil/Bauru de basquete e de vôlei do Concilig
Rodrigo Gomes e Estevan Pegoraro se reuniram com torcedores

O impasse na renovação de contrato de aluguel do Ginásio Panela de Pressão, conforme o JC detalhou no último domingo, foi tema de encontro da diretoria do Noroeste com torcedores do clube, na manhã desta segunda-feira (12). Estiveram presentes representantes das torcidas Sangue Rubro e Falange Vermelha, e da Associação Avante Rubro, que demonstraram apoio a decisão da diretoria.

O presidente do Noroeste, Estevan Pegoraro, reafirmou ontem que mantém a posição de fechar todo o Complexo Damião Garcia a partir de sexta-feira, se uma solução não for encontrada. Já o prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB) aguarda uma nova avaliação da Secretaria Municipal de Planejamento (Seplan) sobre o valor a ser pago pelo aluguel, agora considerando áreas anexas, como o estacionamento. O valor ainda não foi definido pelos técnicos da pasta, mas o JC apurou que dificilmente vai ultrapassar os R$ 25 mil/mês – o Noroeste gostaria de pelo menos R$ 30 mil mensais.

Modalidades

Além do Norusca, o Concilig/Vôlei Bauru e o Gocil/Bauru Basket também esperam por um desfecho, e adiantam que contam com a prefeitura, sem a intenção portanto das modalidades ratearam o valor da locação. Ambos afirmam, por ora, não ter um “Plano B”, conforme apurou a reportagem.

“A possível suspensão das atividades no Panela de Pressão tem origem em um imbróglio entre a Prefeitura Municipal de Bauru e o Esporte Clube Noroeste. O Gocil/Bauru Basket espera que esse assunto possa ser resolvido da melhor maneira possível para todas as partes”, disse o gestor Vitinho Jacob, do Bauru Basket, pela assessoria de imprensa da equipe.

No Concilig/Vôlei Bauru, o vice-presidente Reinaldo Mandaliti descarta qualquer possibilidade de arcar com a despesa. “Não está em nosso orçamento. Se não tiver ginásio temos que mandar um ou dois jogos fora da cidade, mas depois isso não se sustenta e a solução é mandar todo mundo embora e acabar o vôlei em Bauru. Não tem Plano B”, confirmou ao JC. “Acho que esta medida (fechar o Complexo) não é a melhor solução. Estamos à disposição para ajudar no diálogo com a prefeitura, até porque o atual prefeito sempre se mostrou bastante disposto em renovar o aluguel, há o interesse, e se a gente analisar a prefeitura tem ajudado o esporte e o Noroeste sempre que possível, de diversas formas”, defende Mandaliti.

Desocupação

Estevan Pegoraro também confirmou ontem que já está oficiando a Secretaria Municipal de Esportes (Semel) para que desocupe a Panela de Pressão. O titular da Semel, Maurício Nascimento, entretanto, disse que ainda não recebeu nenhum comunicado, e que falou com Pegoraro para que haja uma conversa entre prefeitura e Noroeste nos próximos dias.
O secretário municipal de Negócios Jurídicos, Maurício Porto, afirma que o clube tem o direito de pedir a saída da Semel das dependências da Panela, o que não ocorreu até o momento. Sobre um novo contrato de locação, ele lembra que apenas um engenheiro civil pode fazer o laudo apontando o valor a ser pago pelo município, e que o trâmite encontra-se na Seplan. Porto salienta também a necessidade do Noroeste estar em dia com as certidões, entre elas a previdenciária, para a assinatura do contrato.

Série A3

O Noroeste vai focar em 2017 na Série A-3, mas oficializou ontem, na sede da Federação Paulista de Futebol (FPF) a não participação do clube na Copa São Paulo de Futebol Junior, prevista para janeiro. O motivo é porque o clube não possui um time com idade para disputar a competição. Além disso, o valor que o Norusca teria que desembolsar para ir a campo com time juvenil seria impraticável.

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