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Polícia Federal indicia Pimentel e Odebrecht na Acrônimo

Estadão Conteúdo
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A Polícia Federal indiciou o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), e o empresário Marcelo Odebrecht por corrupção em esquema para liberar financiamentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) à empreiteira. As conclusões do inquérito sobre o caso, investigado na Operação Acrônimo, serão enviadas à Procuradoria-Geral da República, que decidirá se oferece denúncia.

O indiciamento do governador, que tem foro, foi autorizado pelo ministro Herman Benjamin, do Superior Tribunal de Justiça (STJ). A ele foram imputados crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A Marcelo Odebrecht, corrupção ativa.

Conforme as investigações, Pimentel recebeu vantagens indevidas para facilitar financiamentos do BNDES a projetos da Odebrecht em Moçambique e Argentina. De 2011 a 2014, Pimentel chefiou o Ministério do Desenvolvimento, pasta à qual o BNDES está subordinado. No período, o banco aprovou operações de US$ 738 milhões para a Odebrecht nos dois países.

Nesta quinta-feira, 15, a PF desencadeou mais uma fase da Acrônimo, mas Pimentel não foi alvo.

Delator

Os investigadores apuraram que a Odebrecht pagou R$ 3 milhões em propina ao empresário Benedito Rodrigues de Oliveira, o Bené, apontado como operador de Pimentel. Em troca, o então ministro teria atuado para que a Câmara de Comércio Exterior (Camex), presidida por ele, aprovasse as operações do banco com a empreiteira. O esquema foi revelado por Bené em delação premiada

O advogado de Pimentel, Eugênio Pacceli, disse em nota que o indiciamento "é ato de convencimento da autoridade policial, e não tem qualquer outra consequência". Afirmou ainda que aguarda análise de "questões de ordem que demonstrarão as absolutas ilegalidades" da operação e da delação de Bené.

A Odebrecht não se manifestou. A defesa de Bené não foi localizada. O BNDES informou que Pimentel, como ministro, presidiu o Conselho de Administração e que o colegiado não autoriza empréstimos.

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