Tribuna do Leitor

NO PALCO DA POLÍTICA

Antônio Ribeiro Corrêa
| Tempo de leitura: 1 min

Os atores desse palco da vida transcendem na interpretação da ironia, da hipocrisia, do orgulho, do egoísmo, da ambição e da mentira. Põem em cheque a capacidade de discernimento do eleitor em todos os níveis de escolaridade ou de experiência da vida. O show midiático empreendido pelos procuradores federais na quarta-feira, 14 de setembro, mostrou isso... Com todas as vênias, como é hábito de se dizer no mundo jurídico.

Nos velhos tempos, todo PM de hoje era conhecido como “guarda”. E tinha poder... Muito poder... Muito respeito. E muita força física, se precisasse aplicá-la. E a história dos promotores federais que paralisaram o país nesta quarta-feira remeteu-nos aos velhos tempos em que o pau-d’água era preso e logo se defendia com desculpas improváveis: “Mas ‘sêo’ guarda...”. Porém, segurando firme o preso, o “guarda” lhe respondia somente isto: “O senhor tem razão, mas vai preso assim mesmo”. Assim, penso, foi a atitude rasteira e grosseira do Ministério Público. Em cadeia de TV, fez o público incauto crer que, a exemplo do guarda, se pode acusar, julgar e prender sem as consequências previsíveis.

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