ABovespa operou no terreno negativo durante todo o dia de ontem puxada principalmente por ações de empresas financeiras e ligadas a commodities, que refletiram dúvidas do mercado internacional. À espera da decisão de política monetária dos Estados Unidos, as bolsas americanas repercutiram indicadores econômicos e o noticiário corporativo, terminando o dia em baixa. Sintonizado com o movimento em Wall Street, o Índice Bovespa fechou aos 57.079,75 pontos, em queda de 1,43%.
As ações de bancos foram destaques de baixa nas bolsas da Europa e Estados Unidos, a partir da notícia de que o Departamento de Justiça norte-americano propôs ao Deutsche Bank que pague US$ 14 bilhões em multas para encerrar uma série de investigações sobre irregularidades com títulos hipotecários. Em Frankfurt, os papéis do banco alemão chegaram a cair perto de 8%. No Brasil, as ações de bancos tiveram perdas generalizadas, cujos destaques foram Itaúsa ON (-3,49%), Bradesco ON (-2,66%), Itaú Unibanco PN (-2,26%) e Santander Unit (-1,86%).
Com o petróleo em queda nas bolsas de Nova York e Londres, as ações da Petrobras também perderam valor e terminaram o dia com quedas de 2,55% (ON) e 2,59% (PN). Apesar da estabilidade do preço do minério de ferro na China, as ações da Vale seguiram suas pares no Exterior e caíram 1,38% (ON) e 1,41% (PNA).
Entre as 58 ações que compõem a carteira teórica do Índice Bovespa, as maiores quedas ficaram com ações de empresas do setor de siderurgia. Foram elas: Gerdau PN (-3,67%), Usiminas PNA (-3,66%) e CSN ON (-3,14%). Já as altas mais significativas do dia ficaram com Kroton ON (+1,20%), Raia Drogasil ON (+0,94%) e Localiza ON (+0,83%). No pregão de hoje, foram movimentados R$ 7,4 bilhões, acima dos R$ 5,48 bilhões da véspera.