O uso do óleo de chalmugra no tratamento da hanseníase não tem base científica. Baseava-se numa lenda hindu, em que um príncipe, ao descobrir ser portador de lepra, saiu correndo desesperado no interior de uma floresta e, cansado, dormiu à sombra de uma árvore.
O príncipe sonhou que uma entidade o aconselhou a comer a fruta daquela árvore (que era a chalmugra) sararia. Com efeito, fez isso e foi curado. Baseado nessa lenda, pessoas portadores de lepra passaram a fazer esse tratamento e algumas efetivamente teriam sarado. Posteriormente, passou-se a retirar o óleo da fruta, que era injetado em infiltrações nas feridas, conseguindo um sucesso parcial.
Entretanto, modernamente, com o advento da estatística e outras pesquisas, notou-se que a hanseníase, dentre as suas formas de evolução, poderia regredir espontaneamente, sem uso de medicamentos, com porcentagem equivalente aos curados pela chalmugra. Com o advento da sulfa e seus derivados, o tratamento passou a ter base científica.