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Ministério Público discute marginais da SP-300

Vinicius Lousada
| Tempo de leitura: 1 min

Iniciadas em junho, aspectos das obras de construção de pistas marginais ao longo do trecho urbano da rodovia Marechal Rondon estão sendo questionadas pela Prefeitura de Bauru e pelo Ministério Público, que marcou para hoje reunião que discutirá o assunto. São esperados para a audiência também representantes da ViaRondon, concessionária responsável pela contratação das intervenções.

O promotor do Urbanismo em Bauru, Henrique Varonez, alega que há impasses quanto as concepções do projeto executivo das marginais. Secretário municipal de Obras, Sidnei Rodrigues afirma que, da forma pela qual foi idealizada, a construção das pistas exigirá o desembolso de R$ 120 milhões pela prefeitura a título de desapropriações de lotes, inclusive onde estão instaladas empresas, que teriam fechados seus acessos à Rondon.

O projeto, segundo o prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB), também inviabiliza a ligação de algumas ruas com as marginais. Sidnei explica que as pistas teriam características de vias expressas, com velocidade máxima de 70 quilômetros por hora. “Da forma como foram concebidas, não cumpririam o papel de separar o tráfego rodoviário do urbano em Bauru”.

Agostinho diz que não pode aceitar o projeto da ViaRondon e está disposto a dialogar com o governador Geraldo Alckmin (PSDB) a fim de promover as alterações que julga necessárias.

“Se eles quiserem passar o gerenciamento das marginais para o município, não tem problema. A gente assume”, afirma o prefeito.

O JC entrou em contato com a assessoria de comunicação da ViaRondon, mas não obteve retorno.

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