| Douglas Reis |
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| "No caso de reclamações, vejo que as empresas estão buscando soluções para evitar que a situação chegue ao Procon e, com isso, fidelizar mais o seu consumidor", diz Fernanda Pegoraro, coordenadora do Procon |
Levantamento da Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) de Bauru aponta que o número de reclamações caiu 41% nos últimos cinco anos. A queda no percentual é reflexo de medidas adotadas pelas empresas na tentativa de melhorar a relação com os consumidores e também da crise econômica.
De janeiro a agosto deste ano, o órgão local registrou 14.819 consultas, 12,3% a menos do que o mesmo período de 2015, quando 16.916 procuraram o serviço. Nos oito primeiros meses de 2012, época em que a economia ainda não apresentava indícios de retração, o número de pessoas atendidas foi muito maior: 25.252 (veja estatística no quadro abaixo).
Segundo a coordenadora do Procon de Bauru, Fernanda de Assis Martins Pegoraro, defeito (denominado pelo órgão como “vício”) em produtos e cobranças indevidas - principalmente envolvendo pacotes de serviços oferecidos por empresas de telefonia, TV a cabo e Internet - lideram as queixas. No entanto, paralelo ao desaquecimento econômico e até como consequência dele, Fernanda acredita que as empresas tenham adotado uma política mais eficaz de resolução dos problemas.
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“No caso de reclamações, vejo que as empresas estão buscando soluções para evitar que a situação chegue ao Procon e, com isso, fidelizar mais o seu consumidor”, diz a coordenadora do Procon de Bauru, ressaltando que tal ação, na opinião dela, não está diretamente relacionada com a economia atual. “Penso que essa política já vinha numa tendência, cujo processo pode ter se acelerado em meio à crise”.
‘Meios de controle’
Presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Bauru (Sincomércio), Walace Garroux Sampaio concorda que exista uma evolução natural e constante do comércio na relação com o cliente. Contudo, ele aponta que tal fator não foi impulsionado pela crise econômica.
Walace argumenta que as queixas que chegam ao Procon não refletem mau atendimento do comércio. “A maioria é de empresas de crédito, telefonia”, alega.
Em relação a impasses com produtos defeituosos, Sampaio explica que a tecnologia tem agilizado os trâmites. “A própria Internet, como canal de comunicação, possibilita meios de controle muito maiores e faz com que qualquer tipo de reclamação seja processada e aceita com mais agilidade e eficácia pelas empresas, facilitando o relacionamento com seus consumidores e a resolução do problema sem que haja a necessidade de intervenção do Procon”, exemplifica.
Menos compras
Embora as empresas e o comércio tenham se esforçado para melhorar a relação com os clientes e evitar problemas indesejados junto a órgãos de queixas, a crise econômica ainda é a explicação mais plausível para a queda no percentual de atendimentos do Procon de Bauru, diz o economista Wagner Ismanhoto.
“Com o nível econômico reduzido, há menos consumidores comprando e, consequentemente, menos problemas sobre questões relacionadas a desacordos comerciais. É claro que, em meio à economia retraída, o comerciante está buscando se reinventar no que diz respeito também ao relacionamento com os consumidores”, aponta.
Fala consumidor
Você acha que o atendimento no comércio tem melhorado?
| Fotos: Alex Mita |
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| “Acho que sim. Com a crise, além de queda nos preços, os comerciantes buscam fidelizar os clientes de forma mais contundente.” Giovana Carolina Lopes Fernandes, 18 anos, estudante |
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| “Tem melhorado, sim. Em uma fase complicada da economia, os comerciantes estão precisando vender mais e buscam formas de fidelizar o cliente.” Reginaldo Alves, 24 anos, operador de máquinas |
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| “Eu acredito que o atendimento continua igual. Não é muito bom. Às vezes, tentam atender duas pessoas ao mesmo tempo e não dão atenção nem pra um nem pra outro.” Fábio José Alves Lima, 36 anos, vigilante |
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| “Houve piora no atendimento. Falta educação do atendente, falta dar bom dia, dizer ‘obrigado’. Eu trabalho no comércio e tento me esforçar para atender bem, mas muitos não fazem isso.” Elen Mariene Pontes, 19 anos, operadora de caixa |





