| Alex Mita |
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| Priscila Rodrigues participou do protesto nessa quinta-feira (22) em Bauru |
Em greve desde o último dia 6 de setembro, os bancários decidiram fazer um protesto um tanto quanto inusitado. Com o propósito de reivindicar uma nova rodada de negociações, o Sindicato dos Bancários e Financiários de Bauru e Região/CSP-Conlutas distribuiu bananas à população, nessa quinta-feira (22) pela manhã, na frente de uma agência localizada na área central de Bauru. Portanto, ainda não há previsão para o fim da paralisação.
Diretora da entidade, Priscila Rodrigues explica que o ato é simbólico e pretende chamar a atenção da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). “É uma maneira de dizermos que somos tão vítimas quanto a população, que não consegue usar o serviço por conta dessa demora dos bancos em nos oferecer uma proposta melhor”, justifica.
O protesto teve como objtetivo repassar à população a “banana” que a categoria recebeu da Fenaban. Inclusive, Priscila revela que a pauta da campanha salarial da categoria foi entregue em julho, já que a data-base era no dia 1 de setembro. “A única proposta apresentada pela Fenaban não repõe a inflação dos últimos 12 meses. Não faz sentido que um sistema tão lucrativo ofereça reajustes abaixo da inflação”, argumenta.
Conforme o JC noticiou na edição do último dia 20, a adesão à paralisação havia caído na cidade, se comparada com a semana anterior. Isso porque os bancos privados anunciaram que abririam as agências e muitos se sentiram pressionados a voltar ao trabalho.
Em resposta, o sindicato organizou um piquete na frente dessas empresas e os funcionários passaram a aderir à greve mais uma vez. Agora, 92% dos bancários passaram a apoiar a paralisação, quase o mesmo índice registrado na semana passada, de 95%, conforme observa Priscila.
Em nota, a assessoria de imprensa da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) alega que, por enquanto, não há uma data agendada para a próxima rodada de negociações. O órgão afirma, ainda, que a última proposta apresentada resulta em uma remuneração superior à inflação prevista para os próximos 12 meses.
Ministério público
Priscila Rodrigues revela que o sindicato procurou o Ministério Público (MP) nessa quinta-feira (22). A entidade alega que o Santander voltou a abrir as agências, graças a uma decisão judicial.
Contudo, teria orientado os funcionários a não receberem boletos de bancos que aderiram à paralisação. “Isso é ilegal e a empresa pode perder sua licença de funcionamento”, defende.
Em nota, a assessoria de comunicação do Santander esclarece que “desconhece a existência de qualquer orientação no sentido de restringir o recebimento de boletos em sua rede de atendimento”.
