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| Segundo vereadores, empresa teria recebido dinheiro da prefeitura para construir calçada neste imóvel |
Quatro vereadores de Ubirajara (83 quilômetros de Bauru) acusam prefeitura de pagar R$ 14,4 mil a empresa de Marília por obras de calçadas que não teriam sido executadas. De acordo com o município, os parlamentares tiveram acesso a documento que não corresponderia ao serviço pago. Polícia Civil e Ministério Público (MP) investigam o caso.
As supostas irregularidades foram denunciadas por Sidiney Álvaro Vantin, Célio Ferrari Rodrigues, Vanderlice Ramos de Siqueira Alvares e Cleiriane Bueno Hilário. Segundo Vantin, a empresa teria sido contratada por dispensa de licitação em julho e, um mês depois, recebido R$ 14,4 mil pela construção de calçadas em imóveis particulares.
“Ele (prefeito Walmir Bordin) fez um projeto de calçada para atender algumas famílias só”, diz. “A gente chegou a ir na prefeitura pedir o projeto para a gente ir lá fazer a vistoria das calçadas”. Segundo o vereador, eles não foram autorizados a ver o documento, mas, posteriormente, funcionário teria mostrado mapa dos endereços das obras.
O mapa foi fotografado e, nos locais indicados pelo servidor, os parlamentares constataram que nenhum serviço havia sido executado e procuraram a delegacia para registrar boletim de ocorrência. “A gente acha injusto fazer a calçada para uns e outros não”, declara. “E outra coisa é que a prefeitura pagou sem fazer, o que não é correto”.
Equívoco
O assessor jurídico da Prefeitura de Ubirajara, Pablo Toassa Maldonado, alega que o funcionário mostrou aos vereadores mapa que não corresponde ao local das obras que foram efetivamente contratadas e pagas. “Aquele nós estamos fazendo e não pagamos ainda”, afirma.
Ele explica que enviou à Polícia Civil todos os documentos que seriam relacionados à nota de empenho de R$ 14,4 mil a que os parlamentares tiveram acesso por meio do Portal da Transparência. “Nós juntamos a documentação comprovando que é um equívoco”, sustenta.
Investigações
Por envolver agente político, o caso será investigado pela Delegacia Seccional de Polícia de Bauru. O JC apurou que a Polícia Científica foi acionada para periciar os locais indicados pelos vereadores e que o depoimento do funcionário que teria mostrado a eles a planta é considerado peça-chave pela polícia.
O promotor Enilson Komono também está analisando a denúncia. “Eu já requisitei informações e a prefeitura está no prazo para responder”, diz. Se houver indícios de irregularidade, ele conta que poderá ser instaurado inquérito civil ou policial.
