O noticiário sobre a corrupção tem sido cotidiano e farto, envolvendo um número elevado de pessoas que ocupam cargos de direção nas empresas privadas e nos órgãos do governo. As ações dessas pessoas desonestas nos deixam revoltados e bastante preocupados, de forma muito profunda, especialmente por duas razões que não devem ser esquecidas e nem aceitas pela população: 1- Considerar normal a sua divulgação pela imprensa, que tem um papel importante dada a sua abrangência, mas se indignar sempre; 2- Deixar de cobrar e apoiar as autoridades competentes que se empenham para punir com o máximo rigor os corruptos e corruptores, com pena de prisão e ressarcimento dos valores surrupiados dos cofres públicos, que atingem a alta cifra de 200 bilhões anuais. Façamos uma reflexão do quanto poderia ser feito com essa dinheirama toda se aplicada em benefício dos brasileiros mais desprovidos de recursos!
Há uma comissão instalada na Câmara dos Deputados para estudar as propostas elaboradas pelo Ministério Público objetivando dificultar a corrupção - devemos acompanhar! Os envolvidos e denunciados, na maioria das vezes, negam veementemente que cometeram os delitos. Atualmente, podemos alimentar a esperança de mudança no rumo do caminho dessas falcatruas, uma vez que o Ministério Público, a Polícia Federal e a Justiça têm excelentes jovens determinados e corajosos para investigar, denunciar e aplicar as leis sem dó nem piedade àqueles que não cumprem com as suas atribuições funcionais com responsabilidade e honestidade. Acho que na Lava Jato não há exageros nem perseguição política. O que há no Brasil é desvio exageradamente grande de recursos públicos.
Lamentavelmente, temos assistido, através da mídia, manobras de parlamentares que, na calada da noite, se propõem a aprovar leis que os favorecem, livrando-os de malfeitos praticados no passado. Graças a atitudes de alguns membros do Congresso que lá estão para exercer com dignidade o seu mandato que o povo lhes outorgou por meio do voto, a esperteza não foi vitoriosa.
Até recentemente bradávamos que os crimes de colarinho branco ficavam impunes enquanto outros sofrem as penas da Justiça. Hoje, podemos comemorar e aguardar a aplicação da legislação indistintamente, como assegura o Art. 5º da Constituição: “todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza ...”. Vamos ficar sempre atentos e vigilantes para um Brasil mais justo e fraterno!