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| Bucceroni afirma estar aberto ao diálogo com os vereadores |
O novo presidente doDAE, Célio Bucceroni, informa que está levantando a situação geral da autarquia e também está focado na verificação do tema contas em aberto para fazer um diagnóstico e apresentar à Câmara Municipal de Bauru, onde o assunto é alvo de discussão e pedido de instalação de CEI. Como assumiu há apenas uma semana, embora já fizesse parte do primeiro escalão da prefeitura, ele pede aos vereadores que aguardem uma demonstração completa do cenário real das cobranças em andamento e contas em aberto. Assim, após isso, acredita que os vereadores poderão fazer uma avaliação mais completa da situação e decidir com maior embasamento e tranquilidade quais serão as melhores providências a serem tomadas.
O presidente argumenta que compreende o trabalho dos vereadores e a discussão de abertura de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI). “Há apenas uma semana na função, reitero que minha visão é de que a Câmara deve ser tratada como aliada no processo de depuração das contas, em especial dos maiores devedores, e que os representantes populares cumprem seu papel de fiscalizar. Assumo o compromisso de apresentar ao Poder Legislativo o diagnóstico completo das contas a receber e reitero que o DAE está aberto a todos os vereadores para discutir a questão e, inclusive verificar apontamentos de situações que estes possam julgar relevantes. O que peço é tempo para que essas informações possam ser atualizadas, com o detalhamento necessário a cada caso”, afirma.
Em entrevista, ontem, Bucceroni ponderou para dois fatores sensíveis na discussão dos grandes devedores. “A atualização desse diagnóstico está determinada. Do conteúdo levantado em relação a devedores, chamo a atenção para o fato, de um lado, de que temos processos judicializados e outros em andamento administrativo onde se discute divergência em relação ao que é cobrado pelo DAE, sobretudo para quem tem produção própria de água, os poços artesianos. É sabido que esta discussão leva em conta o direito do consumidor de contestar o critério de cobrança. E é um caso que merece atenção. De outro lado, é sensível, e isso nos preocupa mais, que é significativo o número de devedores da população de baixa renda e, neste caso, não há como o DAE deixar de ter sensibilidade social em relação à cobrança”, argumenta.
Minha casa minha vida
O prefeito Rodrigo Agostinho também considera que este é o ponto mais importante. “Temos os casos de grandes devedores que usam água própria e o DAE lança 60% da tarifa de esgoto. Desses, ou há processos judiciais ou discussão administrativa, porque o consumidor, muitos privados e outros públicos, contestam que se a água não retorna para a rede de esgoto, a cobrança é irregular. Mas o maior problema é o consumo da população de baixa renda. Temos 6 mil unidades do Minha Casa Minha Vida instalados na cidade nos últimos anos e mais 4 mil moradias da faixa acima de três salários mínimos. Só este grupo, muitos condomínios populares, representa R$ 1,6 milhão de contas não pagas ao DAE. E eu entendo o apelo, político inclusive, a que se referiu o Giasone relativo a esses consumidores. O DAE cobra seus devedores, mas essa situação é muito preocupante, porque é muito sensível do ponto de vista social”, complementa.
Assim, Rodrigo reforça que o novo presidente do DAE já está trabalhando para que seja realizada a demonstração completa do cenário real das cobranças em andamento e em aberto. “Reconhecemos a preocupação em relação aos grandes devedores e o que vamos solicitar aos vereadores é tempo para que essa avaliação possa ser apresentada de forma completa, com embasamento e tranquilidade para a discussão pelos fiscalizadores representantes da população”, finaliza Bucceroni.
