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Ato é feito contra "racismo institucional"

Ana Paula Pessoto
| Tempo de leitura: 1 min

Um ato denominado “Todos Contra o Racismo Institucional” denunciou, na manhã de ontem, a abordagem abusiva que a empreendedora Maisa Adrielle da Silva teria sofrido por policiais militares, no último dia 17 de setembro, em evento organizado pela Associação de Estudantes Angolanos, no Parque do Vitória Régia. A manifestação ocorreu no Calçadão da Batista. 
Segundo o movimento, acionada por denúncia do comércio local, a Polícia Militar, pouco antes das 20h, abordou a empreendedora multando-a por estacionar o veículo dentro do Parque do Vitória Régia. A empreendedora teria entrado com o carro no parque para retirar mesas e cadeiras de madeira. Entretanto, o veículo teria ficado estacionado em período integral em via pública, de acordo com os denunciantes, que alegam ainda que a PM teria desqualificado Maisa, o que contribuiria com o “racismo institucional”. 
Com faixas, cartazes, instrumentos musicais e microfone, o grupo de manifestantes composto por integrantes de diversos movimentos da cidade, como o Conselho Municipal da Comunidade Negra de Bauru, Esquerda Marxista, entre outros, se concentrou na Praça Rui Barbosa e desceu as quadras do Calçadão explicando o motivo do ato e protestando contra o racismo.  
Procurado para falar sobre o assunto, o comandante do 4.º Batalhão de Polícia Militar do Interior (4.º BPM-1), o tenente-coronel Flávio Jun Kitazume, afirmou que o comando da PM não foi informado (ou procurado) pelos manifestantes sobre o possível ocorrido.  

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