A Bovespa chegou a cair mais de 1% ontem pela manhã, mas inverteu o sinal à tarde, comandada por ações de bancos, que passaram a recuperar perdas recentes. Ao final dos negócios, o Índice Bovespa marcou 58.382,48 pontos, com ganho de 0,57%. O volume de negócios somou R$ 5,72 bilhões.
A alta do Ibovespa foi limitada pela queda das ações da Petrobras, que se mantiveram em terreno negativo por todo o dia, puxadas pelas perdas do petróleo. Os preços da commodity chegaram a cair mais de 3% nas bolsas de Nova York e Londres, influenciados pelas especulações pessimistas em relação à possibilidade de acordo na reunião de amanhã de grandes produtores de petróleo. Ao final do pregão, Petrobras ON e PN recuaram 0,34% e 2,09%, respectivamente.
Pela manhã, o mau humor com a queda do petróleo se somou às preocupações com os riscos de efeitos colaterais da crise vivida pelo Deutsche Bank. Uma das principais expectativas gira em torno da possibilidade de o Deutsche receber ajuda oficial. Anteontem as ações do banco alemão caíram 7,54% e ontem os papéis chegaram a recuar mais uma vez, antes de uma leve recuperação que as levou à estabilidade. Essa ligeira melhora favoreceu um movimento de recuperação de preços de ações de bancos nos Estados Unidos e no Brasil.
O Relatório Trimestral de Inflação (RTI), relativo ao terceiro trimestre de 2016, foi o principal destaque do cenário interno. O documento divulgado pelo Banco Central mostrou que ainda há dúvidas no que diz respeito à desaceleração da inflação, mas já mostrou projeções compatíveis com o alcance das metas para os próximos anos.
Os efeitos na Bovespa foram vistos principalmente em ações de empresas de consumo e aquelas com alto financiamento interno, além dos bancos. Entre esses papéis, destaque para EcoRodovias ( 2,76%), Bradesco PN ( 2,08%), Lojas Renner ON ( 1,73%) e Santander Brasil Unit ( 1,72%). Com o resultado de hoje, o Ibovespa passa a contabilizar alta de 0,83% em setembro e de 34,68% no acumulado de 2016.