Lençóis Paulista - Por seis votos a cinco, a Câmara de Lençóis Paulista (43 quilômetros de Bauru) concordou na sessão de segunda-feira (26) com pedido feito pelo vereador Manezinho (PSDB) e adiou por sete dias a votação do relatório final da Comissão Especial de Inquérito (CEI) instaurada para apurar responsabilidades por danos causados pela enchente de janeiro.
O documento, assinado pelo relator Jonadabe José de Souza (PTB), o Jonas, e pelo presidente Ailton Aparecido Tipó (PMDB), foi protocolado na Câmara no último dia 14. Ele aponta que a Defesa Civil teria sido negligente ao não atuar de forma preventiva para evitar que as vítimas perdessem seus bens móveis.
Manezinho, membro da CEI, não participou da última reunião do grupo por estar viajando e, na sessão de anteontem, apresentou voto em separado e requerimento pedindo o adiamento da votação do relatório por trinta dias alegando que precisava de um período maior para analisar o teor do documento.
Antes da votação, o parlamentar tucano reconsiderou o prazo e, de forma verbal, pediu para que o adiamento fosse por sete dias. Além dele, os vereadores Emerson Coneglian (PSDB), Dodô Santana (PSDB), André Sasso (PSDB), Coroné Bentinho (PR) e Dr. Pita (PR) concordaram com o sobrestamento.
Os votos contrários foram de Tipó, Jonas, Junior Dentista (DEM), Nardeli da Silva (PMDB) e Chico Naves (PDT). Anderson Prado de Lima (Rede), que por ser presidente da Câmara não votou, usou a tribuna para criticar o adiamento. A decisão também revoltou vítimas da enchente que estavam no plenário da Câmara.
Agora, o relatório final deve ser lido e votado no dia 3 de outubro, um dia após as eleições municipais. No documento, os membros da CEI isentam o Executivo de qualquer culpa pela enchente, mas pedem que o coordenador da Defesa Civil, José Antônio Marise, seja responsabilizado na esfera civil pelas perdas de bens móveis de moradores e comerciantes.