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Padrasto assume assassinato do menino Joaquim e desaparece


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Guilherme Longo, acusado de matar o enteado Joaquim Ponte Marques, de 3 anos, em Ribeirão Preto, em 2013, está desaparecido de casa desde sexta-feira, dia 23. Ele assumiu a uma emissora local da Record que matou o menino estrangulado (leia mais abaixo).

Ele está em liberdade provisória, mas deve perder o benefício porque não poderia deixar o endereço sem autorização judicial. Preso pela morte da criança, o padrasto obteve liberdade provisória em fevereiro deste ano. Antes de não ser mais visto, Longo teria deixado uma carta aos pais dizendo que fugiria.

O promotor Marcus Túlio Nicolino esteve na casa da família do acusado na noite desta segunda-feira, 26, e confirmou que ele não se encontrava no local. Por volta das 22h30, policiais militares voltaram à casa e o padrasto de Joaquim continuava ausente.

Por causa do sumiço, o promotor deve pedir que a Justiça revogue a liberdade de Guilherme Longo - que passará oficialmente a ser considerado foragido.

CONFISSÃO À EMISSORA DE TV

Quase três anos após a morte do menino Joaquim Ponte Marques, 3 anos, o padrasto da criança, Guilherme Raymo Longo, confessou em entrevista a uma emissora de TV que matou a criança. 

O menino desapareceu de casa em 5 de novembro de 2013, e seu corpo foi encontrado cinco dias depois, no rio Pardo, em Barretos (a 423 km de São Paulo). Desde então, ele sempre alegou ser inocente. 

Em entrevista à TV Record em Ribeirão Preto, Longo disse que "não raciocinou direito" e acabou "fazendo besteira". Segundo ele, o garoto foi morto por estrangulamento e, depois, teve o corpo jogado num córrego, que deságua no rio Pardo -e que levou o corpo de Joaquim a mais de 100 quilômetros de Ribeirão. 

"Eu estrangulei ele... sem... eu não apertei a traqueia dele né, para não machucar. Eu sabia que ia machucar. Simplesmente, é... comprimi a lateral do pescoço dele pra que ele desmaiasse sem dor. Foi rápido. Foi coisa de dois, três segundos (...) E aí ele desmaiou. Eu segurei ele por mais algum período de tempo até ele não esboçar mais reação", disse. 

Segundo a Record, a entrevista foi feita em um motel de Ribeirão Preto, atendendo a um pedido de Longo, que autorizou a veiculação. Só ele e uma produtora estavam no local. Nas imagens, Longo aparece fumando e, ao fundo, há duas latas de cerveja. 

O crime foi cometido, de acordo com o técnico em informática, com o objetivo de que o relacionamento com a mãe de Joaquim, Natalia Ponte, melhorasse. "Ela ia ter mais tempo para se dedicar a mim, ao nosso relacionamento, porque realmente a criança demanda muito esforço... eu achava que isso ia resolver, né?", disse. 

Ele afirmou que, quando Joaquim pediu leite, com Natália já dormindo, pegou o garoto, o levou para cozinha e teve a ideia de matá-lo. Longo está foragido desde a última sexta-feira (23) e o Ministério Público Estadual deve pedir a revogação da liberdade provisória concedida ao padrasto. 


 

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