| Malavolta Jr. |
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| "Apoiamos a rejeição à proposta, que não representa qualquer vantagem para a categoria", diz Priscila Rodrigues, diretora do sindicato |
A greve dos bancários entra, nesta quinta-feira (29), em seu 24º dia, tornando-se uma das mais longas mobilizações da categoria desde 2004, quando a paralisação se estendeu por 30 dias. E a categoria segue com os braços cruzados por tempo indeterminado, uma vez que, por volta das 22h dessa quarta-feira (28), rejeitou a nova proposta apresentada.
Nos últimos 12 anos, o movimento só se equipara ao de 2013, quando a greve teve os mesmos 24 dias. Como não haverá assembleia hoje, a paralisação quebrará tal recorde. Nessa quarta (28), em uma nova rodada de negociações com o Comando Nacional dos Bancários, a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) propôs um novo modelo de acordo, com validade de dois anos, em vez de um, como ocorreu nos últimos anos. Para os próximos 12 meses, a oferta foi de reajuste de 7% sobre salários e benefícios - como vale-alimentação e auxílio-creche, além de abono no valor de R$ 3,5 mil.
Nos 12 meses seguintes, o aumento acompanharia o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) no período, acrescido de 0,5%. No final da noite dessa quarta-feira (28), o comando nacional recusou, ainda na mesa de negociações, a proposta da Fenaban. “Apoiamos a rejeição à proposta, porque esta projeção futura de dois anos não representa qualquer vantagem para a categoria. A discussão tem de partir da inflação dos últimos 12 meses, mais o índice de reposição sobre as perdas históricas”, argumenta Priscila Rodrigues, uma das diretoras do Sindicato dos Bancários de Bauru e Região.
No último dia 9, a Fenaban havia apresentado acordo de reajuste de 7% sobre salários e benefícios, mas com abono de R$ 3,3 mil. Por meio de nota, a federação afirmou que a nova oferta garante aumento real para os rendimentos da grande maioria dos bancários e é uma fórmula de transição de um período de inflação alta para patamares bem mais baixos. “Com a previsão de índices mais moderados e maior estabilidade a partir de 2017, foi possível acrescentar essa nova proposta, antecipando a fórmula para o próximo ano, a ser oficializada na convenção coletiva”, diz.
Reivindicações
Em Bauru, os bancários reivindicam aumento salarial de 28%, referente a perdas salariais entre 1994 e 1999, à média do crescimento percentual dos ativos dos cinco maiores bancos brasileiros e à inflação dos últimos 12 meses. A pauta é diferenciada em relação ao restante do País, que pede reajuste de 14,62%, sendo 5% de aumento real e 9,62% de reposição da inflação do último ano.
A diferença se dá em virtude de o Sindicato dos Bancários de Bauru e Região ser vinculado à CSP-Conlutas e o comando nacional, à Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT).
Adesão
Em Bauru, 88% dos 1,3 mil bancários em 72 agências mantinham os braços cruzados ontem, segundo estimativa do sindicato. Ainda de acordo com a entidade, nas demais cidades da região, que contabilizam 1,8 mil bancários em 120 agências, a adesão seguia em 73%.
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