Internacional

Colombianos votam plebiscito sobre paz


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Havana (Folha) - Trinta e três milhões de colombianos estão aptos a votar hoje entre as opções "sim" e "não", no plebiscito que define a aprovação ou a rejeição do acordo de paz a que chegaram, após quatro anos de negociações em Havana, o governo e as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia).
Na Colômbia, porém, o voto não é obrigatório, e as últimas eleições têm tido índices elevados de abstenção. Para o plebiscito, os principais institutos de pesquisa apontam para uma abstenção de até 50%.
A mais recente pesquisa, do instituto Datexco, aponta para o "sim" à frente, com 55%, e o "não" com 36,6%. De acordo com a regra desta votação, porém, para que o "sim" vença, é necessário que atinja o patamar de 13% do eleitorado total da Colômbia. Ou seja, 4,5 milhões de votos.
A principal esperança do governo é que o "sim" traga benefícios econômicos. Com o país pacificado e mais investimentos estrangeiros, a previsão é que o PIB cresça entre 2 a 3 pontos percentuais a mais do que o normal a partir de 2017. Sem a presença da guerrilha, o turismo também deverá avançar.
Uma vitória do "não", no entanto, teria efeito oposto. As Farc já adiantaram que, neste caso, não pretendem seguir na mesa de negociações. Para especialistas, a economia colombiana voltaria a sofrer com o isolamento do país.
O acordo de paz entre o governo colombiano e as Farc foi assinado em Cartagena. O local escolhido foi o centro de convenções da cidade, mas do lado de fora, o espaço foi aberto ao público. No palco, estavam mandatários latino-americanos convidados, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e o líder das Farc Rodrigo "Timochenko" Londoño.

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