Pela equivocada interpretação farisaica dos adeptos do politicamente correto, o “jeitinho brasileiro” ganhou um sentido pejorativo e o seu uso é muito criticado e execrado. O “jeitinho brasileiro”, pelo seu uso incorreto e deturpado, tem gerado muitas criticas. Contudo, o “jeitinho brasileiro”, em seu exato e correto entendimento, faz parte da herança cultural, incorporada no cotidiano da vida do brasileiro.
No seu verdadeiro e exato sentido, é uma virtude do nosso povo, significando a sua capacidade inventiva e criativa, pela sua acurada pertinácia na solução de problemas, para sua sobrevivência, para quem só a morte não tem jeito, até porque ela é passagem para a Ressurreição.
Do ponto de vista espiritual, a sua utilização no dia a dia é um reflexo do o caráter afável, hospitaleiro e acolhedor do nosso povo. Assim, na hora da refeição, quando aparece uma visita inesperada, ele não se aperta: dá um jeitinho. É só pôr mais água no feijão e pronto, resolvido.
O “jeitinho brasileiro”, do ponto de vista prático, nasceu da necessidade de sobrevivência, desenvolvendo a sua criatividade e capacidade inventiva para a solução de problemas complexos através de soluções simples e geniais e, porque simples e geniais, pejorativamente gambiarra, quebra-galho. O senso de improvisação é uma característica própria do homem do povo e tem nos livrado de muitas dificuldades no nosso cotidiano.
Mas, para que o brasileiro possa continuar valendo-se de seu uso correto, sem causar prejuízos a terceiros e conforme os princípios da ética e da moral, precisamos resgatar a vivencia dessa riqueza - um patrimônio cultural do nosso povo, um patrimônio nacional. De um jeito ou de outro, certamente um dia sentimos o gostinho do “jeitinho brasileiro”. Por fim, quem nunca se valeu do “jeitinho brasileiro”, atire a primeira pedra.