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Eleitores são surpreendidos com voto já dado em urna

Rede APJ
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O Interior Paulista registrou pelo menos dois casos de eleitores impedidos de votar pelo motivo de, ao comparecerem à sua seção, terem sido informados de que alguém já havia assinado o livro de votação em seu lugar.

Foi o caso de Maria Aparecida Giometi Behamduni, de 70 anos, quando chegou para votar em Franca. Segundo o Portal GCN (jornal Comércio da Franca), a eleitora ficou chateada e chegou a tentar contatar a Ouvidoria do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sem êxito.

O advogado Téo Maia explica que a eleitora pode recorrer. Qualquer eleitor que seja impedido de votar devido ao mesmo problema pode recorrer à Justiça e "interpor um mandado de segurança para assegurar o direito de voto como está na Constituição Federal". O advogado destaca que a decisão de impedir o voto porque há outra assinatura no local destinado à assinatura daquele eleitor é inconstitucional e fere o direito do cidadão.

Em Sorocaba, a radialista Adriana Fratini denunciou ter sido impedida de votar ao chegar em sua seção pelo mesmo motivo -- outra pessoa teria assinado na lista no local de seu nome.

Segundo o site do jornal Cruzeiro do Sul, o juiz eleitoral Gustavo Scaf de Molon confirmou que pode haver o risco de alguém assinar no local onde esteja o nome de outro eleitor, no entanto, ninguém que foi às zonas eleitorais de Sorocaba deixou de ter o direito de votar.

PANFLETOS

Mesmo após mudanças na legislação eleitoral, os pontos de votação amanheceram com muitos panfletos de candidatos espalhados por ruas e calçadas de Araçatuba. Segundo a Folha da Região, os “santinhos” foram o principal obstáculo de quem saiu de casa.

Diferentemente, em Jundiaí, segundo o Portal JJ, as eleições foram consideradas uma das mais limpas. Em algumas escolas não foram vistos nenhum papel ao chão ao longo do dia.

JUSTIÇA

Em Osasco, conforme divulgado pelo Diário da Região, os votos dados ao candidato a prefeito Celso Giglio, não estão sendo computados como válidos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Como em 2012, eles são considerados nulos pela Justiça Eleitoral.

Em Mogi das Cruzes, segundo o site do jornal O Diário, o juiz Gustavo Alexandre Belluzzo, da 74ª Zona Eleitoral, impediu a divulgação de uma pesquisa eleitoral no sábado (1º/10) por entender que o nome de um candidato Marcus Melo (PSDB) não foi evidenciado no “disco” utilizado para o eleitor assinalar a opção de voto.

OCORRÊNCIAS POLICIAIS

Em Itupeva, dois funcionários da prefeitura que fiscalizavam as eleições foram baleados, segundo o Portal JJ. Uma delas, com quatro tiros - no rosto, costas e braço - foi removida para hospital em Jundiaí. A suspeita recaiu sobre políticos adversários.

Duas pessoas foram detidas fazendo boca de urna em Santa Bárbara d’Oeste, segundo O Liberal. Em Americana, três carros adesivados, estacionados próximos a colégios eleitorais, foram guinchados.

Duas ocorrências de crime eleitoral foram registrados em Motuca, segundo o site araraquara.com. Uma pessoa teria passado em frente a uma escola e gritado o nome de um candidato, assim como seu número, além de outra pessoa detida por distribuir 'santinhos'.

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