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Veja o que dizem os dois candidatos a prefeito de Bauru

Vinicius Lousada e Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 4 min

Clodoaldo Gazzetta (PSDB)

"As ideias são opostas e as nossas têm respaldo’"

Malavolta Jr.
Gazzetta ressalta o envolvimento dos candidatos a vereador 

Primeiro colocado no primeiro turno das eleições, Clodoaldo Gazzetta (PSD) acompanhou a apuração dos votos da casa de seus pais, na zona Sul da cidade, onde recebeu familiares, amigos e sua equipe de campanha para comemorar o acesso ao segundo turno da disputa pela Prefeitura de Bauru.

O candidato disse que, a partir de agora, centrará seu empenho para demonstrar as diferenças entre os projetos de cidade defendidos por si e por seu adversário e antigo aliado, até sua saída do PV.

“Nossas propostas não são parecidas. Mais do que divergentes, acredito que sejam antagônicas. Seguimos a linha de um governo participativo, com as pessoas mais conectadas ao que é público. O foco do outro lado é outro. Tanto é que criticam nossa proposta de subprefeituras, que vem para aproximar a administração da população”, disse Gazzetta instantes após o final da apuração.

O candidato do PSD lembrou que sua campanha e seu plano de governo foram construídos coletivamente, com diversos segmentos da sociedade, inclusive por meio de reuniões setoriais.

“Falamos com e sobre a juventude, as mulheres, a saúde. Nada surgiu do nada. Contamos com o envolvimento de mais de 100 candidatos a vereador e de 10 partidos políticos. Elegemos a maior bancada da Câmara. Agora, vamos ter mais tempo para explicar nossas propostas na televisão. Estou convicto de que temos o respaldo da maior parte da população”.

Gazzetta nega qualquer tipo de frustração por não ter vencido a eleição no primeiro turno. Nos últimos dias, sua propaganda no horário eleitoral gratuito mostrava alguns de seus discursos, cogitando a possibilidade.

“Estou muito feliz. Essa expectativa era mais da cidade em geral e dos meios de comunicação. Nosso objetivo é ganhar a eleição. Tive minha maior votação e terminamos em primeiro lugar. Agora, vamos para a próxima etapa”, desconversou ele, que já concorreu à Prefeitura em 1992, 2004, 2008 e 2012.

O candidato alegou que reservaria a noite de ontem para “recarregar as energias” para, depois, buscar e construir alianças com os adversários e partidos que ficaram fora da disputa do segundo turno. Sobre a expectativa de receber o apoio de Rodrigo Agostinho (PMDB), Gazzetta destacou que sua relação com o prefeito transcende a política.

“Só que ele precisa conversar com seu partido. Se houver possibilidade de diálogo, estamos abertos. Quero conversar com todos os candidatos. A cidade precisa de pessoas que querem colaborar com seu desenvolvimento. Todos que participaram da eleição têm com o que contribuir”, pontuou.

Raul Gonçalves Paula (PV) 

"Vamos demonstrar que as promessas dele não colam’"

Douglas Reis
Raul destaca que chegou ao segundo turno graças à militância

O médico e vereador Raul Gonçalves Paula (PV) chega ao segundo turno da eleição municipal em Bauru de olho em três questões principais. O candidato promete confronto propositivo com Clodoaldo Gazzetta (PSC) nesta etapa, mas sem deixar de pontuar que o caminho será de mostrar as diferenças políticas e de perfil entre ambos.

“O que me levou ao segundo turno foi a militância, que elegeu quatro vereadores e suplentes, e com isso nossa campanha chegou a todos os bairros da cidade. Eu também consegui conversar bastante nos bairros na pré-campanha. Também consegui demonstrar ações que são possíveis de serem realizadas. Agora vamos fazer um embate propositivo, mas sem deixar de mostrar uma lista de promessas que o concorrente apresenta e que não têm condições de serem cumpridas”, afirma.

Para Raul, com tempo de rádio e televisão igual, a campanha terá a missão de mostrar diferenças. “Conheço de perto o concorrente e estou preparado em relação aos problemas. Vamos mostrar que nossas ideias tem lastro, ou seja, podem ser realizadas em determinado espaço de tempo e agora quem não me conhece terá condição de ver quem é o Raul e porque nossas ideais são reais e não o ‘promessão’ que o outro candidato listou”, aborda.

O candidato considera que o segundo turno será por identificação. “O eleitorado será cativado, a entender que queremos contribuir para uma cidade melhor, apesar de todas as dificuldades. Vamos mostrar que não desmerecemos as realizações do governo Rodrigo, mas temos de enfrentar o que precisa ser feito. Muita gente preferiu não votar, veja que a abstenção foi de 22%. Junto com votos nulos e brancos, são quase 100.000 bauruenses que não votaram. Queremos chegar a todos, falar com todos nesse segundo turno”, comenta.

O candidato do PV rejeita ataques pessoais. “Acho que isso não constrói nada as pessoas ficarem inventando conteúdos em cima de fato falso para atingir o outro. Eu sofri com isso e o Gazzetta também. Uma coisa é eu buscar a comparação, o confronto de ideais, propostas, a outra é apelar. Não vou apelar e acho que quem fizer isso não só vai errar como vai afastar ainda mais o eleitor. Não concordo com essa prática”, acrescenta.

Para Raul, conversar com os partidos é essencial. “Segundo turno é uma nova eleição. Vamos procurar os partidos para defender nossas propostas e ouvir com quais ideais esses grupos estão dispostos a colaborar conosco. Não vou sentar para dialogar se o papo for por cargos. Eu só entrei nessa eleição porque quero uma cidade melhor para se viver pelos próximos anos e é sobre essa ideia que eu quero conversar com todos. Apoio não se rejeita, dizia Ulisses (Guimarães), finaliza.

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