Segundo detalha o crítico Francisco Russo, o confronto entre o velho e o novo surge na figura de Clara, personagem entregue a Sonia - e para Sonia brilhar. É ela a dona de apartamento cobiçado por imobiliária, que já adquiriu todos os demais imóveis do prédio. O objetivo é pôr tudo abaixo e construir um prédio novo, mas Clara se recusa a vendê-lo. É seu lar há décadas, foi onde criou seus filhos e, ainda hoje, vive. Daí surge o conflito, que resulta em ameaças veladas e provocações. "Mais do que simplesmente criar opostos, Aquarius quer tratar do valor da memória através da compreensão do que é antigo, sem que seja necessário descartar o novo. Tal imagem está representada na própria protagonista", destaca Russo. "Um filme marcante e necessário nesta época de relações degradadas".
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