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| André do Neto foi eleito prefeito de Avaí com 34% dos votos |
O prefeito eleito em Avaí (39 quilômetros de Bauru), André Luis da Silveira Antonio (PSD), o André do Neto, tem como meta “reconstruir” a cidade e estima que irá precisar de cerca de um ano e meio para equilibrar as finanças.
André do Neto venceu as eleições com 1.253 votos, ou 34,89% dos votos válidos. O atual prefeito, Celso Roberto de Faveri (PTB), que tentava a reeleição, ficou em terceiro lugar, com apenas 797 votos.
Apesar do resultado, ele não se sente vitorioso. “Minha luta vai começar a partir de janeiro. Depois de quatro anos, talvez eu possa ser considerado vitorioso”, afirma. Para o futuro prefeito, “Avaí não precisa ser melhorada, Avaí tem que ser reconstruída”. Ele alega que o município, apesar de pequeno, tem boa receita, mas que o dinheiro precisa ser usado sem “vazamentos”.
“A partir do momento em que a gente evitar esses vazamentos e fazer a aplicação dos recursos nos locais certos, para onde as verbas são destinadas, a tendência é fazer uma boa administração”, avalia.
André do Neto, que diz não ser político e não gostar de política, conta que se arriscou na vida pública por querer mudanças. “É o único meio da gente tentar tirar esses jovens da rua e dar uma vida melhor para o povo”, diz.
Ele explica que, no seu governo, além da saúde, a juventude terá atenção especial por meio de investimentos nas áreas de cultura, esporte e educação. “Eles são nosso futuro”, ressalta. “A gente tem que investir na base”.
O prefeito eleito não prevê um cenário otimista a curto prazo. “A gente vai sofrer um ano e meio para pagar dívidas municipais”, anuncia. “E a gente vai tentar saber a razão dessas dívidas com certeza”.
Para aumentar a arrecadação, ele aposta em mudanças. “O setor tributário municipal tem que ser revisto para alavancar receita”, cita. “E a gente tem que repensar gastos e gastar na medida em que o município realmente necessite”.
André do Neto destaca, ainda, que irá investir em parcerias com todos os segmentos da sociedade. “Sozinho não se faz nada”, afirma.
