| Cinthia Milanez/Divulgação |
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| Foi apreendido até mesmo um calendário do jogo do bicho |
A Polícia Civil, através do Centro de Inteligência da Delegacia Seccional de Bauru, deu fim à prática do jogo do bicho, que acontecia há mais de 30 anos, em uma banca de revistas, situada no Terminal Rodoviário, no início da tarde dessa quarta-feira (5). Na ocasião, uma funcionária foi flagrada fazendo a contabilidade da jogatina, considerada uma contravenção penal.
Conforme a reportagem apurou junto ao Centro de Inteligência, a polícia recebeu uma denúncia anônima na última sexta-feira. Nessa quarta (5), decidiu verificar a veracidade da queixa. Quando a equipe chegou ao local, encontrou uma funcionária, cuja identidade não foi divulgada, fazendo o balanço do jogo. Inclusive, os extratos da contabilidade ainda estavam vinculados à máquina de cartões.
A mulher, então, foi levada à delegacia para prestar esclarecimentos e o proprietário da banca, cuja identidade também não foi divulgada pela polícia, também compareceu ao local. Questionado, ele se demonstrou indignado, porque acreditava que a atividade não tinha nada de ilegal. Os dois respondem a um Termo Circunstanciado, elaborado para crimes de menor potencial ofensivo, em liberdade.
Além disso, foram apreendidos um calendário do jogo do bicho, R$ 97,25 em dinheiro, uma máquina de cartões com carregador e extratos de apostas já feitas. A polícia, agora, vai rastrear os apostadores, já que o dinheiro dos vencedores era depositado em conta bancária. Eles poderão responder pelo crime de lavagem de dinheiro, porque obtiveram valores não declarados e de origem ilícita.
SURPRESA
Questionado sobre o assunto, o diretor de manutenção e modais da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb) - que administra o Terminal Rodoviário -, Márcio Soares de Oliveira, alega que, quando for notificado pela polícia, abrirá um procedimento administrativo para apurar o caso. O proprietário da banca poderá pagar multa ou, até mesmo, ter o contrato de locação rescindido. Por enquanto, o estabelecimento permanece aberto.
Responsável por fiscalizar qualquer tipo de atividade irregular no comércio, a Secretaria Municipal de Planejamento (Seplan) informa, em nota, que os prazos de liberação de funcionamento de estabelecimentos comerciais ocorrem todo ano ou caso haja alguma denúncia. Nesse caso, o estabelecimento não apresentava qualquer irregularidade até então. A pasta diz, ainda, que a “fiscalização em relação à atividade ilegal citada pela reportagem não é de responsabilidade da Seplan, mas sim, dos órgãos de segurança do Estado”.
