Tribuna do Leitor

Bauru merece mudar

Luiz Carlos de Souza - técnico em Contabilidade
| Tempo de leitura: 3 min

Muitos e muitos tempos já se passaram e nossa cidade carece de uma administração competente, que busque o melhor para todos. Tuga Angerami, com muita austeridade, conseguiu pagar as dívidas de governos anteriores e entregou para Rodrigo Agostinho a prefeitura com muito dinheiro em caixa. E este não teve o mesmo bom senso administrativo do governo anterior. Tratou de gastar muito fazendo asfalto, o que lhe garantiu uma reeleição, mas está prestes a entregar a cidade ao sucessor praticamente quebrada, sem dinheiro para saúde, habitação, infra-estrutura e com gastos salariais atingindo o limite do permitido. Para nossa infelicidade, o que vale por aqui é a força política, senão vejamos. Acredito que nosso secretário da Saúde somente permaneceu no cargo todo este tempo amparado na força política, pois a Saúde em Bauru está beirando o abismo e nada foi feito para sanar esta situação, mas o secretário não caiu e nem se cogitou esta possibilidade. Nossa falida Emdurb, coitados de nós, pessimamente mal administrada nos últimos anos, responsável pela coleta de lixo, mas não consegue comprar uma frota à altura da cidade, mas consegue pagar aluguel de caminhão para isto. Nosso aterro sanitário está saturado, está acabado e não temos onde colocar nosso lixo. Além disto, a Emdurb tem o péssimo costume de deixar vencer os contratos, tais como do transporte do chorume e dos radares de fiscalização de velocidade, para somente depois de vencidos correr com a renovação. Têm algumas linhas de circular cruzando nosso principal corredor viário, a Nações Unidas, e estes coletivos simplesmente param em pontos na faixa de rolamento da via de trânsito rápido, mas teriam condições de fazer baias de estacionamento nos canteiros, mas para quê, afinal de contas é somente uma via de trânsito rápido. E mais ainda: tem o péssimo costume de implantar mão única, que mesmo citando a legalidade da ação, não levam muito em conta a conveniência da modificação viária. E tirar pelo menos metade dos ônibus da Rodrigues Alves nem pensar! Ou então revisar as concessões de táxis em Bauru, já que fora identificado alguma reserva ilegal de mercado. Dá muito trabalho. E mototaxi então? É melhor deixar os ilegais aí mesmo. Afinal, não sabemos o que fazer para legalizar todos os que querem trabalhar. Em comum com a Saúde, o titular desta empresa também não caiu, mesmo com todos os acontecimentos negativos para a administração e ao interesso público da nossa cidade.

E a nossa velha e também falida Cohab? Será que alguém consegue explicar por que ainda existe? É um verdadeiro barril de pólvora, prestes a explodir, mas em comum com as outras secretarias citadas, sua direção segue lá, firme, mesmo sem encontrar solução para os problemas conhecidos por todos. Deixa o pessoal lá. O DAE passou de referência a uma situação lastimável. E quando apareceu um administrador, que me parece estava colocando as coisas no lugar, inclusive com a renovação da frota, o que não acontecia há muito tempo, mas acho que teve que enfrentar forças políticas dominantes e deixar o cargo, afinal de contas, administrar bem por aqui não é o que importa. O viaduto sobre a linha férrea da Comendador, e, agora a marginal da Rondon, parece que foram feitos por pessoas que nunca estiveram em Bauru. Alguém viu e aprovou o projeto, porém, quando tornado público, apareceram as inviabilidades dos mesmos e vamos correr atrás, nunca antes, porque se ninguém falar nada fica assim mesmo. A compra da "nossa estação", que maravilha, para alguns lógico, porque para a cidade, até onde sei, não foi nada bom, assim como esta malha ferroviária abandonada que insistem em preservar. Ninguém mexe, pois é patrimônio histórico. Só que não. É puro lixo e abandono mesmo. Acho que passou da hora de termos uma mudança radical em nossa cidade, pois não podemos mais ficar estagnados, sendo comandados por interesses apenas políticos e que pouco ou quase nada revertem em bem-estar para a sofrida, mas lutadora população bauruense.

 

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