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| Pedro Pereira diz que avanços dependem do Ministério da Saúde |
O Ministério da Saúde determinou que, até o fim do ano, todas as cidades informatizem os prontuários de pacientes assistidos pela rede básica do SUS a fim de garantir o acompanhamento do histórico dos usuários.
À frente da maioria das cidades brasileiras e de todas de porte semelhante, Bauru implantou o software disponibilizado pelo governo federal em junho de 2014. Ao todo, já funcionam 24 sistemas: um para cada unidade gerida pela Prefeitura. O problema é que eles não estão integrados.
O fator gera distorções e impede avanços como o tão prometido, durante as últimas campanhas eleitorais, agendamento de consultas por telefone. Do jeito com que o chamado e-SUS funciona, atualmente, se uma pessoa é atendida no posto do Nova Esperança, por exemplo, é aberto para ela um prontuário. Caso, futuramente, ela passe por um médico no Geisel, a equipe deste bairro não tem acesso a seus dados anteriores.
“Uma unidade não conversa com a outra. Cada uma delas tem um servidor de arquivo e uma rede local. À noite, as informações são transportados apenas para um servidor central.Por esse motivo, quando o paciente vai a outro núcleo, um novo prontuário é gerado para ele”, explica o diretor do Departamento de Planejamento e Avaliação da Secretaria Municipal de Saúde, Pedro Pereira.
Ele afirma que o e-SUS Atenção Básica (sistema disponibilizado pelo Ministério da Saúde) até oferece a base de dados para viabilizar o agendamento de consultas e procedimentos por telefone - hoje, só ocorre pessoalmente -, mas a falta de integração entre as redes das unidades do município impede o avanço.
“Como vamos saber se uma pessoa não marcou 10 consultas em postos diferentes? Seria necessária uma agenda única para o município. O que é oferecido atualmente só atende bem as cidades de pequeno porte, com poucas consultórios”, pontua Pedro.
DE BRASÍLIA
O diretor de Planejamento da Secretaria de Saúde afirma que a prefeitura já cumpriu todas ações determinadas pelo Ministério e que as providências para garantir a integração dos sistemas de todas as unidades básicas de Bauru depende de avanços no software.
“Diferentemente de outras cidades, não temos nada a cumprir até o final do ano porque, na verdade, é a União que está nos devendo. O que estão propondo não nos atende”.
Pedro Pereira diz que o município está, inclusive, solicitando providências ao Ministério da Saúde para que a integração dos sistemas possa sair do papel. Segundo ele, a estrutura física para que avance o processo de informatização da rede será estruturada conforme forem apresentadas as demandas a partir da evolução do software.
UPAs não possuem sequer sistema
Na era da informatização, as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), inauguradas nos últimos cinco anos pela atual gestão, não dispõem sequer dos sistemas já implantados nas unidades básicas.
Pedro Pereira explica que o Ministério de Saúde ainda não disponibilizou software específico para a a rede de urgência e emergência, com exceção do Samu, onde a rede está em fase final de ajustes para começar a funcionar.
“Pensamos em utilizar para as UPAs o e-SUS Hospitalar, mas essa versão não atendeu às nossas necessidades, pois dispõe de algumas ferramentas de controle incompatíveis”, afirma.
