| Aceituno Jr. |
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| Márcio Cunha, presidente do Sipol de Bauru, explica o protesto |
Em ato de protesto, o Sindicato dos Policiais Civis (Sipol) da região do Departamento de Polícia Judiciária do Interior 4 (Deinter-4), em Bauru, decidiu pagar a inscrição para que a categoria preste um concurso de motorista do Ministério Público (MP) do Estado de São Paulo, cuja remuneração, segundo a entidade, ultrapassa a dos investigadores e escrivães.
Presidente do sindicato, Márcio Cunha explica que investigadores e escrivães ganham, em média, R$ 4,2 mil mensais. “Para o cargo de motorista do MP, a remuneração chega a R$ 4,9 mil e não exige ensino superior completo. Você já viu algum motorista de promotoria morrer só porque é motorista de promotoria? Já os policiais civis arriscam suas vidas diariamente”, argumenta.
A iniciativa é exclusiva do Sipol de Bauru, que também deverá integrar um ato público de caráter estadual, marcado para o próximo dia 20. No município, o protesto ocorrerá em frente à Central de Polícia Judiciária (CPJ), das 12h às 13h. Os detalhes da manifestação ainda estão sendo discutidos.
Cunha acrescenta que o motivo de ambos os protestos gira em torno do “sucateamento” da Polícia Civil. “O Estado não ampara nossos colegas. Portanto, a entidade de classe tem de arrumar outra ocupação para eles, porque a situação está insustentável. Além dos baixos salários, há sobrecarga de trabalho, por conta da falta de efetivo”, critica.
Em nota, a assessoria de imprensa da Secretaria de Segurança Pública (SSP) esclarece que “investe na contratação de agentes de segurança e na valorização profissional das carreiras policiais. Desde 2011, 3.650 policiais civis foram contratados. Quanto à questão salarial, no mesmo período, os policiais civis receberam de 44,8% a 72,8% de aumento, índices acima da inflação”.
