Tribuna do Leitor

Fábio Manfrinato

Edison M. Maitino
| Tempo de leitura: 1 min

Em meados da década de 1980 eu trabalhava na então Escola São Francisco de Assis, na época dirigida com competência e rigor pela querida Irmã Luizinha. Se bem me lembro, no térreo ficavam as classes de 1ª a 4ª séries; no andar superior, as de 5ª a 8ª séries. O Fábio cursava uma das quartas séries. Quando ele passou para a quinta série, a Irmã Luizinha fez descer para o térreo uma das quintas séries. A partir da quinta série, todos os alunos passariam a ter aulas de Educação Física, inclusive o Fábio. E eu não cogitava em nenhuma proposta de atividade que pudesse sugerir ao Fábio, o que o tornou mero expectador das aulas. Até porque não se falava em inclusão. Sem embargo, isso não me serve de desculpa.

Eu deveria ter pensado em alguma atividade que fosse adequada ao Fábio. Os anos se passaram e muita coisa aconteceu em nossas vidas. Apesar dos laços de amizade que unem nossas famílias, nunca mais soube do Fábio, até porque fiquei fora do país por algum tempo. Um belo dia fico sabendo que ele havia se tornado campeão mundial de Queda de Braço. Fiquei feliz pelo sucesso dele e me culpo até hoje pelo meu nihilismo. Não sei se ele ainda mantém o título conquistado na área esportiva. Mas sei da sua probidade e aceitação popular. Os resultados das últimas eleições municipais são irrefutáveis. Parabéns, Fábio, e minhas eternas desculpas.

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